Suruvi « Paróquia Nossa Senhora do Rosário

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Suruvi

suruvi_2Segundo o livro Crônica da Sociedade de São Roque do Suruvi, moravam “esparsos pelas redondezas” vários colonos luso-brasileiros, quando começou o florescimento do lugar com a chegada de outros colonos, a maioria de origem italiana, provenientes do Rio Grande do Sul. Em 15 de agosto de 1927, fixaram residência na localidade os irmãos Alfonso e Ângelo Dalla Costa. Os próximos podem ter sidos: Pedro Bonet, Galdino dos Santos, José Munaretto, Pedro Savaris e Fiorindo Refosco. Todos provavelmente no mesmo ano de 1927. No ano seguinte, chegou Serafim Rampazzo e, em 1930, Alessio Munaretto.

Sem citar a data, o livro menciona como sócio fundadores da comunidade: Atílio e Luiz Miotto, Batista De Rossi, Antônio e Benedito Favaron, João Miola e Tereza Bonet (viúva de Pedro Bonet). A partir da segunda metade da década de 1930, um grupo maior se fixou na região de Suruvi: Francisco Francischini, Ângelo Cavassin, Antônio Colato, José Poleto, José e Carlos Pegoraro, Eugênio Miola, Atílio Ratti, João Balbinot, Stanislau Smiel, Pedro Germano, Thomaz Voidila (primo do papa polonês Karol Woityla), Júlio Valmórbida, Carlos Antônio Senhorin, Vitório Pizzolatto, João Rogueiro, Guilherme e Clemente Munaretto. Posteriormente, vieram também: João Giacomin, Guerino Dallagnol, Jacó Sacomori, Antônio Lorini, João Scheuer, Pedro e João Cavassini, Arlindo Félix Lusa (fevereiro de 1948), Cristiano Vanzin, João Baggio, Pedro Baches, Pedro Berta e Celestino Colussi.

Em dezembro de 1931, os moradores se reuniram e decidiram solicitar a autorização para a construção de uma capela. Um ano depois, já tinham a madeira necessária para a obra. Mas a autorização não foi dada, pois a nova capela estaria há apenas 3km da igreja de Tamanduá. No início de 1933, levando em conta que para Suruvi convergiam três fortes linhas, o vigário da paróquia permitiu o erguimento de um templo católico. A comunidade, no entanto, deveria primeiro ajudar a terminar a nova casa canônica em Concórdia. Tendo sido iniciada em abril de 1933, a obra foi concluída seis meses depois, com a inauguração no dia 26 de outubro. Para padroeiro, foi escolhido São Roque.

suruvi_3Nas crônicas, constam muitas citações referindo-se ao profundo espírito religioso, ao desprendimento e à colaboração das famílias para com a capela, a paróquia e mesmo para com a Diocese. Em 1950, foi adquirido um novo sino, o qual permanece até os dias atuais. O ano de 1953 foi bastante agitado para a comunidade: no dia 12 de abril, morre em Agudos-SP o seminarista Reinaldo, filho de José Munaretto; inicia-se a construção de uma nova capela, com a ajuda do povo de Concórdia e de Alto Suruvi; em setembro, um tornado compromete a obra, retardando sua conclusão; em outubro, Frei Jordão,OFM, acompanha as crianças, ensaiadas pelo professor Rolf Stamm – catequista muito ativo em Suruvi -, que cantaram na rádio em Concórdia.

No dia 31 de janeiro de 1954, acontece a inauguração e bênção da nova capela, com festa em comemoração a São João Bosco. Essa data foi festejada pela comunidade anualmente até fevereiro de 1973. Já a capela atual foi abençoada na inauguração ocorrida no dia 02 de maio de 1982. Dois sacerdotes franciscanos têm sua origem em Suruvi: Frei Dalvino Munaretto e Frei Luiz Valmórbida (in memoriam). No dia 09 de fevereiro de 1985, através do Projeto Igreja Missionária, parte para a Bahia o jovem Antônio Colussi, a fim de fazer uma experiência missionária em meio à pobreza do sertão nordestino.

De Suruvi, desmembraram-se as comunidades de Alto Boa Esperança, Linha Ouro e Linha Vitória, estas últimas com capelas próprias. Ainda assim, conta atualmente com 138 famílias, das quais 136 são dizimistas, mas 26 residem fora da localidade, na cidade de Concórdia.

Maximino Jodo Lusa

Salete Ana Sacomori Lusa