Sábado da 23ª Semana do Tempo Comum « Paróquia Nossa Senhora do Rosário

(49) 3442.0358

Liturgia diária › 16/09/2017

Sábado da 23ª Semana do Tempo Comum

achamar16 de Setembro de 2017

S. Cornélio Pp, e S. Cripriano* B Mts, memóriaCor: Vermelho

1ª Leitura (1Tm 1,15-17)

Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores.
Leitura da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo

Caríssimo:
Segura e digna de ser acolhida por todos é esta palavra:
Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores.
E eu sou o primeiro deles!
Por isso encontrei misericórdia,
para que em mim, como primeiro,
Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza de seu coração;
ele fez de mim um modelo de todos os que crerem nele
para alcançar a vida eterna.
Ao Rei dos séculos,
ao único Deus, imortal e invisível,
honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.


Salmo (Sl 112 (113),1-2. 3-4. 5a.6-7 (R. 2)

R. Bendito seja o nome do Senhor, agora e para sempre!

 
Louvai, louvai, ó servos do Senhor, *
louvai, louvai o nome do Senhor!
Bendito seja o nome do Senhor, *
agora e por toda a eternidade!R.

Do nascer do sol até o seu ocaso, *
louvado seja o nome do Senhor!
O Senhor está acima das nações, *
sua glória vai além dos altos céus.R.

Quem pode comparar-se ao nosso Deus, +
que se inclina para olhar o céu e a terra?
Levanta da poeira o indigente *
e do lixo ele retira o pobrezinho.R.


Evangelho (Lc 6,43-49)

Por que me chamais: ‘Senhor! Senhor!’,
mas não fazeis o que eu digo?

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
Não existe árvore boa que dê frutos ruins,
nem árvore ruim que dê frutos bons.
Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos.
Não se colhem figos de espinheiros,
nem uvas de plantas espinhosas.
O homem bom tira coisas boas
do bom tesouro do seu coração.
Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro,
pois sua boca fala do que o coração está cheio.
Por que me chamais: ‘Senhor! Senhor!’,
mas não fazeis o que eu digo?
Vou mostrar-vos com quem se parece
todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras
e as põe em prática.
É semelhante a um homem que construiu uma casa:
cavou fundo e colocou o alicerce sobre a rocha.
Veio a enchente, a torrente deu contra a casa,
mas não conseguiu derrubá-la, porque estava bem construída.
Aquele, porém, que ouve e não põe em prática,
é semelhante a um homem que construiu uma casa no chão,
sem alicerce.
A torrente deu contra a casa,
e ela imediatamente desabou;
e foi grande a ruína dessa casa.’
– Palavra da Salvação.
– Gloria a Vós Senhor.


aciprianoSanto Do Dia

São Cipriano

16Cipriano vem de cypro, “mistura”, e de ana, “em cima”, ou ainda de cypro, que significa “tristeza” ou “herança”. De fato, ele aliou a graça à virtude, a tristeza pelo pecado à herança das alegrias celestes.

Cipriano era filho de uma nobre e rica família africana de Cartago, capital romana na no norte da África. Foi considerado um dos personagens mais empolgantes e importantes do século III. Primeiro pelo destaque alcançado como advogado, quando ainda era pagão. Depois por ser considerado um mestre da retórica e defensor irrestrito da unidade da Igreja. Mas o fator principal foi sua conversão ao cristianismo, já na maturidade, entre os trinta e cinco e quarenta anos de idade, causando um grande alvoroço e espanto na sociedade da época.

Cipriano não deixou apenas sua vida de pagão, mas também distribuiu quase toda a sua fortuna entre os pobres, renunciando à ciência profana da qual se alimentara até então. Com muito pouco tempo, foi ordenado sacerdote e, por eleição direta do clero e do povo, imediatamente substituiu o bispo de Cartago logo após sua morte. Cipriano o fez contrariando seu próprio desejo, mas em obediência à Igreja.

Nos anos de 249 a 258, durante o episcopado de Cipriano, a Igreja africana passou por sérios problemas. Os imperadores Valeriano e Décio empreenderam uma perseguição sem tréguas aos cristãos. Além disso, uma grande e terrível peste atacou o norte da África, causando muitas mortes e sofrimento. Como se não bastasse, a Igreja ainda se agitava com problemas doutrinários, internamente.

Durante a perseguição do imperador Décio, em 249, grande número de fiéis e sacerdotes, até mesmo bispos, fraquejaram perante as torturas e renunciaram à fé cristã. Por esses atos ficaram conhecidos como “cristãos lapsos”.

A Igreja, então, mergulhou, definitivamente, na polêmica do “lapso”, criando o seu primeiro grande cisma, isto é, uma divisão entre o clero. Não se sabia que atitude tomar contra os fiéis que abandonavam a fé e depois desejavam voltar para o seguimento de Cristo.

Em Roma, fora eleito o papa Cornélio, com amplo apoio dos bispos liderados por Cipriano, que apreciava muito a conduta de seu colega bispo, com o qual trocava muita correspondência.

Mas havia Novaciano, em Roma, que se elegeu antipapa e começou uma forte corrente a favor da não-reconciliação dos desertores. Já na África, um certo Felicíssimo era completamente contra tal atitude, rogando pela clemência e reintegração do rebanho desgarrado. Assim, liderados, novamente, pelo bispo Cipriano, Novaciano foi perdendo força.

Uma outra controvérsia, que assolava a Igreja na época, era a validade ou não dos batismos realizados por hereges. Essa era a única divergência que existia entre o papa Cornélio e o bispo Cipriano. O papa, seguindo a tradição da doutrina, considerava válidos os batismos, já o bispo dizia que “não se pode dar a fé a quem não a tem”. Assim, a questão permaneceu sem solução.

Em 258, ainda com a perseguição contra a Igreja, Cipriano foi denunciado e sentenciado à morte por decapitação. As atas escritas revelam que nesse dia, quando o pró-cônsul determinou a sentença, as únicas palavras proferidas por Cipriano foram “Graças a Deus!” Foi executado no dia 14 de setembro de 258.

São Cipriano deixou-nos inúmeros escritos, entre os quais oitenta e uma cartas que se tornaram uma fonte de informação preciosa da vida eclesiástica daquele tempo. A Igreja declarou-o padroeiro da África do Norte e da Argélia, sendo sua festa litúrgica marcada para o dia 16 de setembro, quando se comemora a festa do santo papa Cornélio, o amigo de fé que ele tanto defendeu.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Cornélio e Edite.

Fonte:Franciscanos.org.com