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Poço Rico

Em meados de 1923, surgiu a comunidade de Poço Rico com bem poucos habitantes. Entre eles: Guilhermino Pereira, José Prezotto, Afonso Kell, Frisolino Coche, Orestes Massoche, Guido Golfe, Fideli De Lai e Bastião de Oliveira. Nessa época, as missas eram rezadas em um galpão, pois não havia uma capela. O padre que rezava a missa uma vez por mês também era o responsável pela catequese. Às vezes, no entanto, ele delegava a função de catequista para uma professora, chamada Edite Souza. No final da década de 1930, Frei Jordão Buschhoff passou a atender essa região. Ele era natural da cidade de Ahlen, na Alemanha, onde nasceu no dia 18 de agosto de 1906.

Com o passar do tempo, outras pessoas vieram morar nesta localidade, como: David Delposso, Girino Brancher, Luiz Demarco, Arlindo Peccini, José Delposso, José Demarco e Luiz Pereira. A maioria das famílias veio do Rio Grande do Sul. Muitos vinham já com filhos. Atravessavam o rio de barca a acabavam fincando raízes nessas terras.

Os moradores os mais antigos lembram que os primeiros ministros foram: Ivaldo Brancher, Eugênio Pereira, Marli Brancher e Maria Savenhago. Eles também contam que um homem muito rico tentou atravessar o rio com suas joias em um barco. A embarcação, porém, naufragou e toda a riqueza foram parar no fundo de um buraco no rio. Daí surgiu o nome de “Poço Rico”. Já a escolha da padroeira, Nossa Senhora dos Navegantes, se deve ao fato de nesta localidade haver uma barca, com a qual muitas pessoas cruzavam de uma margem à outra do Uruguai, para fazer comércio e diversas atividades.

Em Poço Rico, já foram construídas quatro capelas. A segunda capela foi destruída por uma enchente que devastou o salão de festas e até mesmo o cemitério. Parte das coisas pertencentes à Igreja foi recuperada, mas muitas coisas ficaram em baixo da água como a antiga ata na qual estava registrada uma grande parte da história da comunidade. Após isso, com a ajuda de todos e o esforço mútuo, conseguiu-se reerguer tudo novamente. A capela está construída no terrena doado pelo primeiro fundador da comunidade, Guilhermino Pereira.