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Liturgia diária › 24/12/2016

Natal do Senhor – Missa da aurora do Natal

pastores25 de Dezembro de 2016

Cor: Branco

1ª Leitura (Is 62,11-12)

Eis que está chegando o teu Salvador.

Leitura do Livro do Profeta Isaías
Eis que o Senhor fez-se ouvir
até às extremidades da terra:
‘Dizei à cidade de Sião:
Eis que está chegando o teu salvador,
com a recompensa já em suas mãos
e o prêmio à sua disposição.
O povo será chamado Povo Santo,
os Resgatados do Senhor;
e tu terás por nome Desejada,
Cidade-não-abandonada’.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.


Salmo (Sl 96, 1 e6.11-12)

R. Brilha hoje uma luz sobre nós:

 

Pois nasceu para nós o Senhor.
Deus é Rei! Exulte a terra de alegria,*
e as ilhas numerosas rejubilem!
E proclama o céu sua justiça,*
todos os povos podem ver a sua glória. R.

Uma luz já se levanta para os justos,*
e a alegria, para os retos corações.
Homens justos, alegrai-vos no Senhor,*
celebrai e bendizei seu santo nome! R.


2ª Leitura (Tt 3,4-7)

Ele salvou-nos por sua misericórdia.

Leitura da Carta de São Paulo a Tito
Caríssimo:
Manifestou-se a bondade de Deus, nosso Salvador,
e o seu amor pelos homens:
Ele salvou-nos não por causa dos atos de justiça
que tivéssemos praticado, mas por sua misericórdia,
quando renascemos e fomos renovados no batismo
pelo Espírito Santo,
que ele derramou abundantemente sobre nós
por meio de nosso Salvador Jesus Cristo.
Justificados assim, pela sua graça,
nos tornamos na esperança herdeiros da vida eterna.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.


Evangelho (Lc 2,15-20)

Os pastores encontraram Maria
e José e o recém-nascido.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Quando os anjos se afastaram, voltando para o céu,
os pastores disseram entre si:
‘Vamos a Belém, ver este acontecimento
que o Senhor nos revelou.’
Os pastores foram às pressas a Belém
e encontraram Maria e José,
e o recém-nascido, deitado na manjedoura.
Tendo-o visto,
contaram o que lhes fora dito sobre o menino.
E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados
com aquilo que contavam.
Quanto a Maria, guardava todos estes fatos
e meditava sobre eles em seu coração.
Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus
por tudo que tinham visto e ouvido,
conforme lhes tinha sido dito.
– Palavra da Salvação.
– Gloria a Vós Senhor.


Santo Do Dia

natalNatal de Jesus

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua glória…” (Jo 1,14).

A encarnação do Verbo de Deus assinala o início dos “últimos tempos”, isto é, a redenção da humanidade por parte de Deus. Cega e afastada de Deus, a humanidade viu nascer a luz que mudou o rumo da sua história. O nascimento de Jesus é um fato real que marca a participação direta do ser humano na vida divina. Esta comemoração é a demonstração maior do amor misericordioso de Deus sobre cada um de nós, pois concedeu-nos a alegria de compartilhar com ele a encarnação de seu Filho Jesus, que se tornou um entre nós. Ele veio mostrar o caminho, a verdade e a vida, e vida eterna. A simbologia da festa do Natal é o nascimento do Menino-Deus.

No início, o nascimento de Jesus era festejado em 6 de janeiro, especialmente no Oriente, com o nome de Epifania, ou seja, manifestação. Os cristãos comemoravam o natalício de Jesus junto com a chegada dos reis magos, mas sabiam que nessa data o Cristo já havia nascido havia alguns dias. Isso porque a data exata é um dado que não existe no Evangelho, que indica com precisão apenas o lugar do acontecimento, a cidade de Belém, na Palestina. Assim, aquele dia da Epifania também era o mais provável em conformidade com os acontecimentos bíblicos e por razões tradicionais do povo cristão dos primeiros tempos.

Entretanto, antes de Cristo, em Roma, a partir do imperador Júlio César, o 25 de dezembro era destinado aos pagãos para as comemorações do solstício de inverno, o “dia do sol invencível”, como atestam antigos documentos. Era uma festa tradicional para celebrar o nascimento do Sol após a noite mais longa do ano no hemisfério Norte. Para eles, o sol era o deus do tempo e o seu nascimento nesse dia significava ter vencido a deusa das trevas, que era a noite.

Era, também, um dia de descanso para os escravos, quando os senhores se sentavam às mesas com eles e lhes davam presentes. Tudo para agradar o deus sol.

No século IV da era cristã, com a conversão do imperador Constantino, a celebração da vitória do sol sobre as trevas não fazia sentido. O único acontecimento importante que merecia ser recordado como a maior festividade era o nascimento do Filho de Deus, cerne da nossa redenção. Mas os cristãos já vinham, ao longo dos anos, aproveitando o dia da festa do “sol invencível” para celebrar o nascimento do único e verdadeiro sol dos cristãos: Jesus Cristo. De tal modo que, em 354, o papa Libério decretou, por lei eclesiástica, a data de 25 de dezembro como o Natal de Jesus Cristo.

A transferência da celebração motivou duas festas distintas para o povo cristão, a do nascimento de Jesus e a da Epifania. Com a mudança, veio, também, a tradição de presentear as crianças no Natal cristão, uma alusão às oferendas dos reis magos ao Menino Jesus na gruta de Belém. Aos poucos, o Oriente passou a comemorar o Natal também em 25 de dezembro.

Passados mais de dois milênios, a Noite de Natal é mais que uma festa cristã, é um símbolo universal celebrado por todas as famílias do mundo, até as não-cristãs. A humanidade fica tomada pelo supremo sentimento de amor ao próximo e a Terra fica impregnada do espírito sereno da paz de Cristo, que só existe entre os seres humanos de boa vontade. Portanto, hoje é dia de alegria, nasceu o Menino-Deus, nasceu o Salvador.

A Igreja celebra hoje a memória dos santos: Martires de Nicomédia, Jacó de Tódi e Anastácia.

 

Fonte: Franciscanos.org.br