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Mensagem do Pároco › 30/12/2016

Mensagem do Pároco para o Ano Novo

Caríssimos irmãos e irmãs, paz e bem!

idairHá tempo se fala na Igreja da necessidade de uma renovação da Paróquia e da conversão pastoral das comunidades (cf. DA 170). Já no ano 2000, quando o então Papa João Paulo II, hoje santo da Igreja, abriu as comemorações dos dois milênios do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, falava-se da necessidade e do desafio de “fazer da Igreja, a casa e a escola da comunhão”. E para que isso seja possível, é preciso, antes de qualquer organização e planejamento, promover uma espiritualidade de comunhão, que significa:

  • Ter os olhos do coração voltados para o mistério da Trindade;
  • Ter a capacidade de sentir o irmão de fé na unidade da Igreja (corpo místico de Cristo), isto é, como alguém que faz parte de mim, para saber partilhar as suas alegrias e os seus sofrimentos, para intuir os seus anseios e dar remédio às suas necessidades, para lhe oferecer uma profunda e verdadeira amizade;
  • Ser capaz de ver, antes de mais nada, o que há de positivo no outro, para o acolher e o valorizar como dom de Deus: um dom para mim, como o é para o irmão que diretamente o recebeu;
  • Saber criar espaço para o irmão, levando ‘os fardos uns dos outros’ (Gl 6,2) e rejeitando as tentações egoístas que sempre nos ameaçam e geram competição, arrivismo (oportunismo/ambição desmedida), suspeitas, ciúmes (cf. NMI 43).

No ano de 2014, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou um novo documento: Comunidade de comunidades: uma nova Paróquia, que coloca novamente o desafio da renovação da Paróquia e da conversão pastoral a partir da revisão das relações entre as pessoas da comunidade (cf. Doc. 100).

A conversão pastoral supõe rever as relações que existem entre as pessoas. Quando a inveja, a fofoca e os interesses pessoais ferem a unidade da comunidade, a comunhão fica comprometida. Há quem comunga o Cristo na Eucaristia e despreza seu irmão de comunidade com palavras, gestos e omissões. Dessa forma, não se vive a comunhão, pois quem diz que ama a Deus que não vê e odeia a seu irmão que vê, é mentiroso (cf. 1Jo 4,20). A vida comunitária não está baseada em assumir cargos ou atuar em serviços na paróquia; trata-se de ser autêntico discípulo de Jesus Cristo (n. 258).

A missão que se impõe às comunidades paroquiais é rever o relacionamento humano que nelas se estabelece. A alegria, o perdão, o amor mútuo, o diálogo e a correção fraterna são apenas alguns indicativos para essa revisão. Não será possível acolher os afastados se aqueles que estão na comunidade vivem se desencontrando. Aliás, algumas comunidades não conseguem ser missionárias justamente porque vivem de forma tão apática ou conflituosa em suas relações que mais afastam do que atraem novos membros (n. 259).

Comunidade missionária, portanto, é comunidade acolhedora. Diante do grande número de batizados afastados da vida comunitária urge exercer melhor a acolhida, dialogando e propondo caminhos àqueles que se sentem distanciados. Muita gente procura os sacramentos, mas vive afastada da comunidade. Essa é uma importante oportunidade de aproximar os afastados. Uma mensagem mais direta e uma acolhida autêntica podem reunir aqueles que se sentem distantes (n. 261).

Eis aí os desafios e compromissos que aguardam de nós adesão e respostas bem concretas já para este ano de 2017.

Dito isso, gostaria de agradecer todos os dizimistas das comunidades pela participação viva e eficaz na vida da nossa Igreja, inclusive na sustentação de sua vida e missão, além da manutenção do seu patrimônio. Agradeço de coração as lideranças, ministros, conselhos, catequistas, coordenadores de pastorais e movimentos, equipes de liturgia e canto. Continuemos todos, fazendo bem aquilo que nos é proposto, na grande esperança de que Deus possa completar em nós a obra por Ele começada (cf. Fl 1,6).

Feliz ano novo de paz e bem a todos!

 

Frei José Idair Ferreira Augusto, OFM

Pároco

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