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Reflexões › 08/06/2018

Homilia do 10º Domingo do Tempo Comum

Gn 3,9-15
Sl 129
2Cor 4,13-5,1
Mc 3,20-35

O mundo continua rejeitando a proposta de Jesus, não querendo enxergar a verdade que liberta, preferindo permanecer na escuridão do pecado. Numa sociedade indiferente a Deus, a vida é fragmentada, não existe unidade, não há relação humana, o que há mesmo, é um amontoado de pessoas, sem ideais, cada uma vivendo pra si, se contentando com prazeres momentâneos.

Como seguidores de Jesus, temos que estar sempre atentos, para não nos contaminarmos com esta postura contrária aos valores do Evangelho, o contratestemunho, que pode nos levar a perder a noção do que é pecado, nos convencendo, de que o errado é que é o certo. A todo instante, Jesus nos chama à conversão. Para atendermos a este seu apelo, precisamos estar abertos a ação do Espírito Santo, pois é o Espírito Santo que fala à nossa consciência, nos conscientizando dos nossos erros e, simultaneamente, da nossa necessidade de conversão.

O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, nos mostra que os mestres da lei, mesmo tendo testemunhado os milagres realizados por Jesus, não quiseram enxergá-lo como o Messias, o Filho de Deus. Dispostos a denegrir a imagem de Jesus diante do povo, eles chegaram ao ponto de dizer que Jesus estava possuído pelo poder do mal, confundindo até mesmo os seus familiares, que quiseram agarrá-lo, pensando que Ele estivesse mesmo fora de si. Ao dizer que Jesus estava possuído por Belzebu, os mestres da lei que haviam vindo de Jerusalém, com o único objetivo de investigar Jesus, cometeram uma ofensa gravíssima a Deus, o pecado contra o Espírito Santo, que é o pecado da negação.

Como podemos perceber, Jesus enfrentou muitos desafios para colocar em prática o projeto de Deus, pois foram muitos os adversários deste projeto de vida nova para todos! Jesus era humano e Divino, mas em toda situação que lhe exigia uma tomada de posição, era sempre o seu lado Divino que prevalecia. Podemos perceber isso claramente na parte final do evangelho, quando, ao ser informado que a sua mãe e seus irmãos, ou seja, os seus familiares, queriam lhe falar, Ele não se afastou da multidão para atendê-los, não interrompeu a sua missão Divina junto àqueles que o Pai lhe confiara, para atender a sua família de sangue, demonstrando assim, uma atenção igualitária para com todos!

“Todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”! Com essas palavras, Jesus não desconsiderou os seus irmãos (parentes) e muito menos a sua Mãe, pelo contrário, Ele a elevou, pois ninguém mais do que Maria, fazia a vontade do Pai! Maria se colocou como serva de Deus, desde o anúncio de que ela seria a mãe De Jesus: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim, segundo a vossa palavra”!

Para termos discernimento sobre tudo que nos é apresentado como valores, precisamos estar abertos ao Espírito Santo, pois é o Espírito Santo que nos fará perceber a diferença entre o certo e o errado, entre o que é de Deus, e o que não é dele. Fechar-se à ação do Espírito Santo, é fechar-se à graça de Deus. Não podemos dar este prazer aos opositores do projeto de Deus, que estão sempre à espreita, prontos para nos pegar em nossas fraquezas. Precisamos ter o cuidado de não nos deixar contaminar pela pior de todas as cegueiras: a cegueira de quem não quer enxergar a verdade, para não ter que mudar a sua conduta.

Jesus venceu todos os obstáculos para dar continuidade ao seu ministério, nós também, se ligados a Ele, haveremos de vencer todas as barreiras, para dar continuidade a sua missão, que a partir da sua morte e ressurreição, passou a ser nossa.

Olívia Coutinho

homiliadominical2.blogspot.com

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