Bairro Guilherme Reich « Paróquia Nossa Senhora do Rosário

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Bairro Guilherme Reich

Na década de 1970 um projeto arrojado e grandioso surgia no promissor município de Concórdia: “Um Núcleo Habitacional”. Em janeiro de 1981, inaugurou-se a COHAB. 131 famílias ocupavam o novo espaço. Como o prefeito da época era Ivo Frederico Reich, o mesmo homenageou o seu pai para dar nome ao Bairro Guilherme Reich. Junto com essas famílias surgiu a necessidade de mais estruturas: escola, igreja e espaço social.

No ano de 1975, as terras de Angela Sette, então viúva de Giuseppe Sette, foram adquiridas pelo município (Prefeitura Municipal). Em 1983, mais especificamente no mês de março, com o Núcleo Habitacional já inaugurado, a escola iniciou suas atividades. Mas apenas em 1987 passou a denominar-se Escola Básica Municipal Giuseppe Sette, uma justa homenagem, por ter sido ele o proprietário das terras onde edificou-se a casa educacional. Atualmente, é a maior escola da rede municipal. Por um longo período ela foi sede da realização das celebrações religiosas: cultos, missas e também catequese. Dando continuidade ao processo, as famílias iniciaram a busca de um espaço para viver e praticar mais sua religião, sua espiritualidade.

Trabalhador dedicado, o povo empenhou-se por buscar um local para construção da “Casa de Deus”. A primeira missa do bairro foi realizada no espaço cedido pela Prefeitura Municipal, onde hoje fica a Garagem das Máquinas do município, sendo que, na sequência, foram usadas salas de aula da escola até que a obra da construção da capela fosse concluída. Foram 5 anos de construção. Todos trabalhando incansavelmente. Proprietário de vasto terreno nas imediações, o senhor Juarez Berta foi o doador do local onde, então, se edificou a igreja.

A Diretoria de então, hoje chamada de Conselho, atuou por seis anos consecutivos “tocando a obra”. Ela era composta por: Clemente Berta, Albino Zat, Rodolfo Maram, Daniel Simioni, José Alencar e Lauri Lazzarin. Os ministros que são citados pelos registros da paróquia eram: Francisco Berta e Olivia Giordani Bandeira. Eram tempos difíceis, com poucos recursos, mas muito empenho e trabalho. A dedicação do senhor Albino Zat, deve ser enaltecida, pois várias vezes deixou suas atividades nas mãos de seus filhos para acompanhar as obras e pagou, com recursos próprios, pessoas para executarem trabalhos na edificação da capela. Ainda hoje os membros da comunidade dividem seu tempo entre a família, o emprego e a Igreja. Mas a fé e a vontade do povo superaram os obstáculos naqueles tempos e não é diferente nos tempos hodiernos.

Ainda sobre a construção, convém dizer que foram diversas as maneiras usadas para a obtenção de recursos: apadrinhamentos de portas, bancos, imagens, várias rifas, patrocínios, festas. A senhora Elenora Berta e seu esposo Clemente Berta contribuíram doando a porta da frente da igreja; as senhoras Rosália e Lúcia Cavalheri foram madrinhas das portas laterais e a dos fundos; já o senhor Francisco Berta doou a imagem de São Francisco de Assis, que, por aclamação, foi eleito padroeiro da capela.

No dia primeiro de outubro de 1986, iniciou-se o tríduo que antecedeu as festividades de inauguração. Na noite do dia 03, houve celebração de uma missa na residência do senhor Francisco Berta, de onde, ao final a comunidade trouxe em procissão a imagem de São Francisco de Assis para a igreja. O sino, que ainda hoje toca nos dias de celebrações, foi doado pelo senhor Clemente Berta. No domingo, dia 06 de outubro de 1986, dia de muito sol e calor, aconteceu a Santa Missa inaugural às 11h. A comunidade festejou nesse dia a entrega ao Bairro Guilherme Reich da primeira capela da Paróquia Nossa Senhora do Rosário com dois andares. Como Pároco, Frei Ângelo José Luiz, OFM, abençoou a sede da nova igreja, bem como enalteceu o incansável trabalho desta comunidade.

Alguns fatos importantes que destacam a união e senso comunitário da capela: as dependências da igreja foram cedidas, em diversos momentos, para o Posto de Saúde enquanto a sede própria era construída, também serviam como salas de aula para o maternal do SESI, que abrigava crianças do bairro (filhos de trabalhadores da indústria), reuniões a comunidade para articular a construção de outros espaços sociais (Centro Comunitário, CMEI…).

Atualmente a comunidade conta com aproximadamente 400 dizimistas ativos. Mensalmente são investidos recursos para a manutenção, a compra de equipamentos, ajardinamento, prédios e despesas fixas como água, luz e limpeza. O andar térreo abriga salas onde acontecem os encontros de catequese, atendendo 190 crianças nas diversas etapas, sob a orientação de sete catequistas.

No ano de 2011, disponibilizou-se à comunidade a Sala Velatória Santa Clara de Assis, situada também no andar térreo da igreja. Um local com estrutura adequada para atender as famílias enlutadas. Também por iniciativa da equipe de catequese, em 2012, construiu-se um capitel – uma espécie de oratório – ao lado da igreja. Trata-se de uma réplica, uma miniatura da própria igreja, com a imagem de São Francisco, doada por Gilberto Magro e família.

Mensalmente acontecem duas missas – segundo domingo às 19h (neste dia a missa é transmitida pela Rádio Comunitária do Bairro-Comunidade FM-104.9) e quarto sábado às 17h. Nos demais domingos, cultos matutinos, às 8h30min.

O mês de outubro é considerado o mês do padroeiro São Francisco de Assis. Nessa época, acontece a festa anual. Nestes últimos anos, buscou-se o resgate do tríduo que antecede à festa. Ele serve para unir e revitalizar a fé da comunidade. Também um dos principais focos é a vivência da fé, envolvimento da comunidade com religiosidade e solidariedade. Várias novenas e grupos de oração em família foram introduzidos ao longo dos anos: a trezena de Nossa Senhora de Fátima, em maio, a “Visita da Sagrada Família” em muitas casas, as Novenas de Natal e a Via Sacra, na Quaresma.