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Liturgia diária › 19/08/2017

Assunção de Nossa Senhora . Solenidade

amae20 de Agosto de 2017

Cor: Branco

1ª Leitura ( Ap 11,19a; 12,1-6a.10ab )

Apareceu no céu um grande sinal.

Leitura do Livro do Apocalipse de São João

aAbriu-se o Templo de Deus que está no céu
e apareceu no Templo a arca da Aliança.
,1Então apareceu no céu um grande sinal:
uma mulher vestida de sol,
tendo a lua debaixo dos pés
e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas.
Estava grávida
e gritava em dores de parto,
atormentada para dar à luz.
Então apareceu outro sinal no céu:
um grande Dragão, cor de fogo.
Tinha sete cabeças e dez chifres
e, sobre as cabeças, sete coroas.
Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu,
atirando-as sobre a terra.
O Dragão parou diante da Mulher
que estava para dar à luz,
pronto para devorar o seu Filho,
logo que nascesse.
E ela deu à luz um filho homem,
que veio para governar todas as naçðes
com cetro de ferro.
Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono.
aA mulher fugiu para o deserto,
onde Deus lhe tinha preparado um lugar.
Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando:
“Agora realizou-se a salvação,
a força e a realeza do nosso Deus,
e o poder do seu Cristo”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 


Salmo (Sl 44(45),10bc.11.12ab.16 (R. 10b)

À vossa direita se encontra a rainha,
com veste esplendente de ouro de Ofir.
As filhas de reis vêm ao vosso encontro,
ce à vossa direita se encontra a rainha
com veste esplendente de ouro de Ofir.

.Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:
“Esquecei vosso povo e a casa paterna!
Que o Rei se encante com vossa beleza!
b Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!

Entre cantos de festa e com grande alegria,
ingressam, então, no palácio real”.


2ª Leitura (1Cor 15,20-26.28)

Entregará a realeza a Deus-Pai,
para que Deus seja tudo em todos.

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos
como primícias dos que morreram.
Com efeito, por um homem veio a morte e é também
por um homem que vem a ressurreição dos mortos.
Como em Adão todos morrem,
assim também em Cristo todos reviverão.
Porém, cada qual segundo uma ordem determinada:
Em primeiro lugar, Cristo, como primícias;
depois, os que pertencem a Cristo,
por ocasião da sua vinda.
A seguir, será o fim,
quando ele entregar a realeza a Deus-Pai, depois
de destruir todo principado e todo poder e força.
Pois é preciso que ele reine até que todos os seus
inimigos estejam debaixo de seus pés.
O último inimigo a ser destruído é a morte.
E, quando todas as coisas estiverem submetidas a ele,
então o próprio Filho se submeterá
àquele que lhe submeteu todas as coisas,
para que Deus seja tudo em todos.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 


Evangelho (Lc 1,39-56)

Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha visitar-me?

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa,
dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia.
Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel.
Quando Isabel ouviu a saudação de Maria,
a criança pulou no seu ventre
e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
Com um grande grito, exclamou:
“Bendita és tu entre as mulheres
e bendito é o fruto do teu ventre!”
Como posso merecer
que a mãe do meu Senhor me venha visitar?
Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos,
a criança pulou de alegria no meu ventre.
Bem-aventurada aquela que acreditou,
porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu”.
Maria disse:
“A minha alma engrandece o Senhor,
e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,
pois, ele viu a pequenez de sua serva,
eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita.
O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que o respeitam.
Demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos.
Derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou.
De bens saciou os famintos
despediu, sem nada, os ricos.
Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,
como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre”.
Maria ficou três meses com Isabel;
depois voltou para casa.
– Palavra da Salvação.
– Gloria aVós Senhor.


atioSanto Do Dia

São Bernardo de Claraval

São Bernardo de Claraval São Bernardo era o terceiro filho de Tescelin Sorrel, um nobre da Borgonha, e de Aleth, que era filha de Bernardo, lorde de Montbard. Nasceu em 1090, em Fontaines, castelo próximo a Dijon, um senhorio pertencente ao pai. Os pais tiveram sete filhos, a saber, o Beato Guido, o Beato Geraldo, São Bernardo, a Beata Humbelina, André, Bartolomeu e o Beato Nivaldo. Todos eles receberam boa formação, aprenderam o latim e a arte da versificação, antes de se alistarem os filhos homens para o serviço militar e para a festa das armas.

Desde tenra idade, Bernardo demonstrou uma inteligência aguçada. Tímido, tornou-se um jovem de boa aparência, educado, culto, piedoso e de caráter reto e piedoso. Mas chamava a atenção pela sabedoria, prudência, poder de persuasão e profunda modéstia.

Quando sua mãe morreu, seus irmãos quiseram seguir a carreira militar, enquanto ele preferiu a vida religiosa, ouvindo o chamado de Deus. Na ocasião, todos os familiares foram contra, principalmente seu pai. Porém, com uma determinação poucas vezes vista, além de convencê-los, trouxe consigo: o pai, os irmãos, primos e vários amigos. Ao todo, trinta pessoas seguiram seus passos, sua confiança na fé em Cristo, e ingressaram no Mosteiro da Ordem de Cister, recém-fundada.

A contribuição de Bernardo dentro da ordem foi de tão grande magnitude que ele passou a ser considerado o seu segundo fundador. No seu ingresso, em 1113, eram apenas vinte membros e um mosteiro. Dois anos depois, foi enviado para fundar outro na cidade de Claraval, do qual foi eleito abade, ficando na direção durante trinta e oito anos. Foi um período de abundante florescimento da Ordem, que passou a contar com cento e sessenta e cinco mosteiros. Bernardo sozinho fundou sessenta e oito e, em suas mãos, mais de setecentos religiosos professaram os votos.

Bernardo viveu uma época muito conturbada na Igreja. Muitas vezes teve de deixar a reclusão contemplativa do mosteiro para envolver-se em questões que agitavam a sociedade. Foi pregador, místico, escritor, fundador de mosteiros, abade, conselheiro de papas, reis, bispos e também polemista político e tenaz pacificador. Nada conseguia abater ou afetar sua fé, imprimindo sua marca na história da espiritualidade católica romana.

Ao lado dessas atividades, nesse mesmo período teve uma atividade literária muito expressiva, em quantidade de obras e qualidade de conteúdo. Tornou-se o maior escritor do seu tempo, apesar de sua saúde sempre estar comprometida. Isso porque Bernardo era um religioso de vida muito austera, dormia pouco, jejuava com frequência e impunha-se severa penitência.

Em 1153, participando de uma missão em Lorena, adoeceu. Percebendo a gravidade do seu estado, pediu para ser conduzido para o seu Mosteiro de Claraval, onde pouco tempo depois morreu, no dia 20 de agosto do mesmo ano. Foi sepultado na igreja do mosteiro, mas teve suas relíquias dispersadas durante a Revolução Francesa. Depois, sua cabeça foi entregue para ser guardada na catedral de Troyes, França.

São Bernardo de Claraval, canonizado em 1174, recebeu, com toda honra e justiça, o título de doutor da Igreja em 1830.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Samue
Fonte:Franciscanos.org.com