6ª-feira da 9ª Semana do Tempo Comum « Paróquia Nossa Senhora do Rosário

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Liturgia diária › 09/06/2017

6ª-feira da 9ª Semana do Tempo Comum

Pedro 15-300x2259 de Junho de 2017

São José de Anchieta Presb, memória

Cor: Branco

1ª Leitura ( Tb 11,5-17 )

Deus me castigou e agora vejo o meu filho Tobias!

Leitura do Livro de Tobias
Naqueles dias:
Ana estava sentada, observando atentamente o caminho
por onde devia chegar seu filho.
Percebeu que ele se aproximava e disse ao pai:
‘Teu filho está chegando,
e com ele o homem que o acompanhou’.
Antes que Tobias se aproximasse do pai,
Rafael lhe disse:
‘Estou certo de que seus olhos se abrirão.
Aplica-lhe nos olhos o fel do peixe.
O remédio fará que as manchas brancas se contraiam
e se desprendam de seus olhos.
Teu pai vai recuperar a vista e enxergará a luz’.
Ana correu, atirou-se ao pescoço do filho e disse:
‘Voltei à ver-te, meu filho, agora posso morrer!’
E chorou.
Tobit levantou-se e, tropeçando,
atravessou a porta do pátio.
Tobias foi ao seu encontro, tendo na mão o fel do peixe.
Soprou-lhe nos olhos e, segurando-o, disse:
‘Confiança, pai!’ Derramou o remédio e esfregou-o.
Depois, com ambas as mãos,
tirou-lhe as películas dos cantos dos olhos.
Então Tobit caiu-lhe ao pescoço, chorando e dizendo:
‘Eu te vejo, meu filho, luz de meus olhos!’
E acrescentou:
‘Bendito seja Deus!
Bendito seja o seu grande nome!
Benditos sejam todos os seus santos anjos
por todos os séculos!
Porque, se ele me castigou,
agora vejo o meu filho Tobias!’
A seguir, Tobit entrou com Ana em sua casa,
louvando e bendizendo a Deus em alta voz,
por tudo o que lhes tinha acontecido.
E Tobias contou ao pai
como tinha sido boa a viagem deles,
por obra do Senhor Deus,
como haviam trazido o dinheiro
e como se tinha casado com Sara, filha de Ragüel.
Aliás, ela já se aproximava das portas de Nínive.
Tobit e Ana alegraram-se muito
e saíram ao encontro da nora, às portas da cidade.
Vendo-o andar a passos largos e com toda a firmeza,
sem que ninguém o conduzisse pela mão,
os ninivitas se admiraram.
E diante deles Tobit louvava
e bendizia a Deus em alta voz,
por ter sido misericordioso para com ele
e por lhe ter aberto os olhos.
E, aproximando-se de Sara, mulher de seu filho Tobias,
abençoou-a e disse:
‘Bem vinda sejas, minha filha!
E bendito seja o teu Deus, filha,
que te trouxe para junto de nós!
Abençoado seja o teu pai,
abençoado o meu filho Tobias
e abençoada sejas tu, minha filha!
Entra em tua casa com saúde, a ti bênção e alegria!
Entra, minha filha!’
E naquele dia foi grande o contentamento
entre todos os judeus que se encontravam em Nínive.
– Palavra do Senhor.
 – Graças a Deus.

 


Salmo (Sl 145,2ab. 7. 8-9a. 9bc-10 (R. 1)

R. Bendize, ó minha alma, ao Senhor!

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Bendirei ao Senhor toda a vida, *
cantarei ao meu Deus sem cessar!R.

O Senhor faz justiça aos que são oprimidos;
ele dá alimento aos famintos,*
é o Senhor quem liberta os cativos.R.

O Senhor abre os olhos aos cegos*
o Senhor faz erguer-se o caído;
o Senhor ama aquele que é justo*
É o Senhor quem protege o estrangeiro.R.

Ele ampara a viúva e o órfão*
mas confunde os caminhos dos maus.
O Senhor reinará para sempre!
Ó Sião, o teu Deus reinará*
para sempre e por todos os séculos!R.

 


 

Evangelho (Mc 12,35-37)

 

Como é que os mestres da Lei
dizem que o Messias é Filho de Davi?

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo:
Jesus ensinava no Templo, dizendo:
‘Como é que os mestres da Lei
dizem que o Messias é Filho de Davi?
O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou:
‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita,
até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’.
Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor.
Como é que ele pode então ser seu filho?’
E uma grande multidão o escutava com prazer.
 – Palavra da Salvação.
 – Gloria a Vós Senhor.


parseiro 09Santo Do Dia

São José de Anchieta

Bem-aventurado José de Anchieta José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, na cidade de São Cristóvão da Laguna, na ilha de Tenerife, do arquipélago das Canárias, Espanha. Foi educado na ilha até os quatorze anos de idade. Depois, seus pais, descendentes de nobres, decidiram que ele continuaria sua formação na Universidade de Coimbra, em Portugal. Era um jovem inteligente, alegre, estimado e querido por todos. Exímio escritor, sempre se confessou influenciado pelos escritos de são Francisco Xavier. Amava a poesia e mais ainda, gostava de declamar. Por causa da voz doce e melodiosa, era chamado pelos companheiros de “canarinho”.

Mas também tinha forte inclinação para a solidão. Tinha o hábito de recolher-se na sua cela ou de retirar-se para um local ermo a fim de dedicar-se à oração e à contemplação. Certa vez, isolou-se na catedral de Coimbra e, quando rezava no altar de Nossa Senhora, compreendeu a missão que o aguardava. Naquele mesmo instante, sentiu o chamado para dedicar sua vida ao serviço de Deus. Tinha dezessete anos e fez o voto de consagrar-se à Virgem Maria.

Ingressou na Companhia de Jesus e, quando se tornou jesuíta, seguiu para o Brasil, em 1553, como missionário. Chegou na Bahia junto com mais seis jesuítas, todos doentes, inclusive ele, que nunca mais se recuperou. Em 1554, chegou à capitania de São Vicente, onde, junto com o provincial do Brasil, padre Manoel da Nóbrega, fundou, no planalto de Piratininga, aquela que seria a cidade de São Paulo, a maior da América do Sul. No local foi instalado um colégio e seu trabalho missionário começou.

José de Anchieta não apenas catequizava os índios. Dava condições para que se adaptassem à chegada dos colonizadores, fortalecendo, assim, a resistência cultural. Foi o primeiro a escrever uma “gramática tupi-guarani”, mas, ao mesmo tempo, ensinava aos silvícolas noções de higiene, medicina, música e literatura. Por outro lado, fazia questão de aprender com eles, desenvolvendo diversos estudos da fauna, da flora e do idioma.

Anchieta era também um poeta, além de escritor. É célebre o dia em que, estando sem papel e lápis à mão, escreveu nas areias da praia o célebre “Poema à Virgem”, que decorou antes que o mar apagasse seus versos. A profundidade do seu trabalho missionário, de toda a sua vida dedicada ao bem do próximo aqui no Brasil, foi exclusivamente em favor do futuro e da sobrevivência dos índios, bem como para preservar sua influência na cultura geral de um novo povo.

Com a morte do padre Manoel da Nóbrega em 1567, o cargo de provincial do Brasil passou a ser ocupado pelo padre José de Anchieta. Neste posto mais alto da Companhia de Jesus, viajou por todo o país orientando os trabalhos missionários.

José de Anchieta morreu no dia 9 de junho de 1597, na pequena vila de Reritiba, atual cidade de Anchieta, no Espírito Santo, sendo reconhecido como o “Apóstolo do Brasil”. Foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1980. A festa litúrgica foi instituída no dia de sua morte.

O decreto do Papa Francisco que elevou o Apóstolo do Brasil à glória dos altares foi assinado no  dia 3 de abril de 2014.

CONFIRA O ESPECIAL

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Ricardo de Andria e Diana