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Liturgia diária › 02/06/2017

6ª-feira da 7ª Semana da Páscoa

amo42 de Junho de 2017

Cor: Branco

1ª Leitura – At (25,13b-21)

Jesus que já morreu, mas que Paulo afirma estar vivo.

Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias:
O rei Agripa e Berenice chegaram a Cesaréia
e foram cumprimentar Festo.
Como ficassem alguns dias aí,
Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo:
‘Está aqui um homem
que Félix deixou como prisioneiro.
Quando eu estive em Jerusalém,
os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus
apresentaram acusações contra ele
pediram-me que o condenasse.
Mas eu lhes respondi
que os romanos não costumam entregar um homem
antes que o acusado
tenha sido confrontado com os acusadores
e possa defender-se da acusação.
Eles vieram para cá
e, no dia seguinte, sem demora,
sentei-me no tribunal e mandei trazer o homem.
Seus acusadores compareceram diante dele,
mas não trouxeram nenhuma acusação de crimes
de que eu pudesse suspeitar.
Tinham somente certas questões
sobre a sua própria religião
e a respeito de um certo Jesus que já morreu,
mas que Paulo afirma estar vivo.
Eu não sabia o que fazer para averigüar o assunto.
Perguntei então a Paulo
se ele preferia ir a Jerusalém, para ser julgado lá.
Mas Paulo fez uma apelação
para que a sua causa fosse reservada
ao juízo do Augusto Imperador.
Então ordenei que ficasse preso
até que eu pudesse enviá-lo a César.’
_ Palavra do Senhor.
_ Graças a Deus.


Salmo – Sl 102, 1-2. 11-12. 19-20ab (R. 19a)

R. O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Bendize, ó minha alma, ao Senhor,*
e todo o meu ser, seu santo nome!
Bendize, ó minha alma, ao Senhor,*
não te esqueças de nenhum de seus favores!R.

Quanto os céus por sobre a terra se elevam,*
tanto é grande o seu amor aos que o temem;
quanto dista o nascente do poente,*
tanto afasta para longe nossos crimes.R.

O Senhor pôs o seu trono lá nos céus,*
e abrange o mundo inteiro seu reinado.
Bendizei ao Senhor Deus, seus anjos todos,*
valorosos que cumpris as suas ordens


Evangelho – Jo 21,15-19

Apascenta as minhas ovelhas.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João
Jesus manifestou-se aos seus discípulos e,
depois de comerem, perguntou a Simão Pedro:
‘Simão, filho de João,
tu me amas mais do que estes?’
Pedro respondeu:
‘Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo’.
Jesus disse: ‘Apascenta os meus cordeiros’.
E disse de novo a Pedro:
‘Simão, filho de João, tu me amas?’
Pedro disse: ‘Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo’.
Jesus disse-lhe: ‘Apascenta as minhas ovelhas’.
Pela terceira vez, perguntou a Pedro:
‘Simão, filho de João, tu me amas?’
Pedro ficou triste,
porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava.
Respondeu: ‘Senhor, tu sabes tudo;
tu sabes que eu te amo’.
Jesus disse-lhe: ‘Apascenta as minhas ovelhas.
Em verdade, em verdade te digo:
quando eras jovem,
tu te cingias e ias para onde querias.
Quando fores velho,
estenderás as mãos e outro te cingirá
e te levará para onde não queres ir.’
Jesus disse isso,
significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus.
E acrescentou : ‘Segue-me’.
_ Palavra da Salvação.
_ Gloria à vós Senhor.


amor3Santo do Dia

Santo Efrém

Santo Efrém Efrém nasceu no ano 306, bem no início do século IV, na cidade de Nisibi, atual Turquia. Cresceu em meio a graves conflitos de ordem religiosa, além das heresias que surgiam tentando abalar a unidade da Igreja. Mas todos eles só serviram de fermento para que sua fé em Cristo e sua ardente devoção à Virgem Maria vigorassem e se firmassem.

O pai de Efrém era sacerdote pagão, embora sua mãe, cristã, defendesse a liberdade religiosa educando o filho dentro dos preceitos da palavra de Cristo. Ele foi educado na infância entre a dualidade do paganismo do pai e do cristianismo da mãe, pois o Edito de Milão, autorizando a liberdade de culto, só entrou em vigor quando ele já tinha sete anos de idade. Mas o patriarca da família jamais aceitou a fé professada pelo filho. Como não o venceu nem com a força, nem com argumentos, expulsou-o de casa. Efrém foi batizado aos dezoito anos e viveu do seu próprio sustento, trabalhando num balneário local.

No ano 338, Nisibi foi invadida pelos persas. Efrém, então diácono, deslocou-se para a cidade de Edessa, também atual Turquia. Os poucos registros sobre sua vida contam-nos que era muito austero. Ele dirigiu e lecionou uma escola que pregava e defendia os princípios cristãos, escrevendo várias obras sobre o tema. Como não sabia grego, sua obra ficou isenta da influência dos teólogos seus contemporâneos, inclinados à controvérsia da Trindade. Efrém foi um ardente defensor da genuína doutrina cristã antiga.

Com veia poética, seus sermões atraiam multidões e sua escola era muito concorrida pelo conteúdo didático simples e exortativo, atingindo diretamente o povo mais humilde. Na sua época estava-se organizando o canto religioso alternado nas igrejas. Esse movimento foi iniciado pelos bispos Ambrósio de Milão e Diodoro da Antioquia. A colaboração do diácono Efrém de Nisibi foram poesias na língua nativa próprias para o canto coletivo, o que permitiu uma rápida divulgação.

Por sua linguagem poética recebeu o apelido carinhoso de “Harpa do Espírito Santo”. Somente a Nossa Senhora dedicou mais de vinte poemas, transformados em hinos. Suas poesias eram tão populares e empolgantes que da Síria espalharam-se e chegaram até o Oriente mediterrâneo, graças a uma cuidadosa e fiel tradução em grego.

Efrém morreu no dia 9 de junho de 373, em Edessa, sem ter sido ordenado sacerdote. Desde então, é venerado neste dia por sua santidade, tanto pelos católicos do Oriente como do Ocidente. O papa Bento XV declarou-o doutor da Igreja em 1920.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Salustiano e Clodolfo.
Fonte:Franciscanos.org.com