6ª-feira da 4ª Semana do Tempo Comum « Paróquia Nossa Senhora do Rosário

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Liturgia diária › 03/02/2017

6ª-feira da 4ª Semana do Tempo Comum

 

batista.53 de Fevereiro de 2017

Cor: Verde

1ª Leitura (Hb 13,1-8)

Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje
e por toda a eternidade.

Leitura da Carta aos Hebreus
Irmãos:
Perseverai no amor fraterno.
Não esqueçais a hospitalidade; pois, graças a ela,
alguns hospedaram anjos, sem o perceber.
Lembrai-vos dos prisioneiros,
como se estivésseis presos com eles,
e dos que são maltratados,
pois também vós tendes um corpo!
O matrimônio seja honrado por todos
e o leito conjugal, sem mancha;
porque Deus julgará os imorais e adúlteros.
Que o amor ao dinheiro não inspire a vossa conduta.
Contentai-vos com o que tendes,
porque ele próprio disse:
‘Eu nunca te deixarei, jamais te abandonarei’.
De modo que podemos dizer, com ousadia:
‘O Senhor é meu auxílio, jamais temerei;
que poderá fazer-me o homem?’
Lembrai-vos de vossos dirigentes,
que vos pregaram a palavra de Deus,
e considerando o fim de sua vida, imitai-lhes a fé.
Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje
e por toda a eternidade.
– Palavra do Senhor.
Graças Deus.


Salmo (ZSl 26, 1. 3. 5. 8b-9abc (R. 1a)

R. O Senhor é minha luz e salvação!

 
O Senhor é minha luz e salvação; *
de quem eu terei medo?
+ O Senhor é a proteção da minha vida; *
perante quem eu tremerei?R.

Se contra mim um exército se armar, *
não temerá meu coração;
se contra mim uma batalha estourar, *
mesmo assim confiarei.R.

Pois um abrigo me dará sob o seu teto *
nos dias da desgraça;
no interior de sua tenda há de esconder-me *
e proteger-me sobre a rocha.R.

bSenhor, é vossa face que eu procuro; *
não me escondais a vossa face!
Não afasteis em vossa ira o vosso servo, *
sois vós o meu auxílio!
Não me esqueçais nem me deixeis abandonado.R.


Evangelho (Mc 6,14-29)

É João Batista a quem mandei cortar a cabeça, que ressuscitou.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo:
O rei Herodes ouviu falar de Jesus,
cujo nome se tinha tornado muito conhecido.
Alguns diziam: ‘João Batista ressuscitou dos mortos.
Por isso os poderes agem nesse homem.’
Outros diziam: ‘É Elias.’
Outros ainda diziam:
‘É um profeta como um dos profetas.’
Ouvindo isto, Herodes disse:
‘Ele é João Batista.
Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!’
Herodes tinha mandado prender João,
e colocá-lo acorrentado na prisão.
Fez isso por causa de Herodíades,
mulher do seu irmão Filipe,
com quem se tinha casado.
João dizia a Herodes:
‘Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão.’
Por isso Herodíades o odiava
e queria matá-lo, mas não podia.
Com efeito, Herodes tinha medo de João,
pois sabia que ele era justo e santo,
e por isso o protegia.
Gostava de ouvi-lo,
embora ficasse embaraçado quando o escutava.
Finalmente, chegou o dia oportuno.
Era o aniversário de Herodes,
e ele fez um grande banquete para os grandes da corte,
os oficiais e os cidadãos importantes da Galiléia.
A filha de Herodíades entrou e dançou,
agradando a Herodes e seus convidados.
Então o rei disse à moça:
‘Pede-me o que quiseres e eu to darei.’
E lhe jurou dizendo:
‘Eu te darei qualquer coisa que me pedires,
ainda que seja a metade do meu reino.’
Ela saiu e perguntou à mãe:
‘O que vou pedir?’
A mãe respondeu:
‘A cabeça de João Batista.’
E, voltando depressa para junto do rei, pediu:
‘Quero que me dês agora, num prato,
a cabeça de João Batista.’
O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar.
Ele tinha feito o juramento diante dos convidados.
Imediatamente, o rei mandou
que um soldado fosse buscar a cabeça de João.
O soldado saiu, degolou-o na prisão,
trouxe a cabeça num prato e a deu à moça.
Ela a entregou à sua mãe.
Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá,
levaram o cadáver e o sepultaram.
– Palavra da Salvação.
– Gloria a Vós Senhor.


Reflexão (Mc 6, 14-29)

Todas as pessoas que participam da missão de Jesus, participam também do seu tríplice múnus: sacerdotal, profético e real. Participam do sacerdócio de Cristo através da busca da santificação pessoal e comunitária, da oração, da intercessão, etc. Participa do múnus profético através da palavra que denuncia o pecado e anuncia o Reino e participa do múnus régio pelo serviço aos irmãos e irmãs. A participação no múnus profético exige compromisso com a verdade e os valores morais, que atrai a ira de todos os que são contrários à proposta de Jesus, e, como no caso de João Batista, acarreta em ódio, vingança, perseguição e pode até levar à morte.


Santo do Dia

brazSão Brás

Brás vem de blandus, “suave”, ou de belasius, formado de bela, “costume”, e syor, “pequeno”. De fato, Brás foi suave em seus sermões, virtuoso em seus costumes e humilde em sua conduta.

Brás era de grande doçura e santidade, o que fez os cristãos o elegerem bispo da cidade de Sebasta, na Capadócia. Por causa da perseguição de Dioclesiano, após receber o episcopado retirou-se para uma caverna onde passou a levar uma vida eremítica. Os passarinhos levavam-lhe de comer e juntavam-se em torno dele, só o deixando depois de ter sido abençoado por ele. Se algum deles estava doente, ia vê-lo e retornava perfeitamente curado.

A vida e os feitos de São Brás atingem aquele ápice de alguns poucos, que atraem a profunda fé e a admiração popular. Ele é venerado no Oriente e Ocidente com a mesma intensidade ao longo de séculos, e até hoje, mães aflitas recorrem à sua intercessão quando um filho engasga ou apresenta problemas de garganta. A bênção de São Brás, procurada principalmente por quem tem problemas nesta parte do corpo, onde é ministrada nesta data em muitas igrejas do mundo cristão.

O prodígio atribuído à ele quando era levado preso, para depois ser torturado, é dos mais conhecidos por pessoas de todo o planeta. Consta que uma mãe aflita jogou-se aos seus pés pedindo que socorresse o filho, que agonizava com uma espinha de peixe atravessada na garganta. O santo rezou, fez o sinal da cruz sobre o menino e este se levantou milagrosa, e imediatamente como se nada lhe tivesse acontecido.

Brás nasceu na Armênia, era médico, sacerdote e muito benevolente com os pobres e cristãos perseguidos e por essas virtudes foi nomeado bispo, isto no século três. Também sabemos que, apesar de aqueles anos marcarem os finais das grandes perseguições aos cristãos, muitos ainda torturados e mortos na mão dos poderosos pagãos. Depois de descoberto na caverna, foi capturado, morreu em testemunho de sua fé sob as ordens do imperador Licínio, em 316.

Muitas tradições envolvem seus prodígios, graças e seu suplício. Segundo elas, fama de sua santidade rodou o mundo ainda enquanto vivia e sua morte foi impressionante. O bispo Brás teria sido terrivelmente flagelado e torturado, sendo por fim pendurado em um andaime para morrer. Como isso não acontecia, primeiro lhe descarnaram os ossos com pentes de ferro. Depois tentaram afogá-lo duas vezes e, frustrados, o degolaram para ter certeza de sua morte.

O corpo do santo mártir ficou guardado na sua catedral de Sebasta da Armênia, mas no ano 732 uma parte de suas relíquias foram embarcadas por alguns cristãos armênios que seguiam para Roma.

Nessa ocasião uma repentina tempestade interrompe a viagem na altura da cidade de Maratea, em Potenza; e ali os fieis acolhem as relíquias do santo numa pequena igreja, que depois se tornaria sua atual basílica e a localidade receberia o nome de Monte São Brás. Mais recentemente, em 1983, no local da igrejinha inicial foi erguida uma estátua de São Brás, com a altura de vinte e um metros.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Oscar e Celerina.

 

Fonte: Franciscanos.org.com