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Liturgia diária › 28/01/2017

4º Domingo do Tempo Comum

dicipulos29 de Janeiro de 2017

Cor: Verde

1ª Leitura (Sf 2,3; 3,12-13)

Deixarei entre vós um punhado
de homens humildes e pobres.

Leitura da Profecia de Sofonias
Buscai o Senhor, humildes da terra,
que pondes em prática seus preceitos;
praticai a justiça, procurai a humildade;
talvez achareis um refúgio
no dia da cólera do Senhor.
E deixarei entre vós
um punhado de homens humildes e pobres.
E no nome do Senhor porá sua esperança
o resto de Israel.
Eles não cometerão iniqüidades
nem falarão mentiras;
nóo se encontrará em sua boca
uma língua enganadora;
serão apascentados e repousarão,
e ninguém os molestará.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.


Salmo (Sl 145,7.8-9a.9bc-10 (R.Mt 5,3)

R. Felizes os pobres em espírito,
porque deles é o Reino dos Céus.
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
O Senhor é fiel para sempre,*
faz justiça aos que são oprimidos;
ele dá alimento aos famintos,*
é o Senhor quem liberta os cativos.R.

O Senhor abre os olhos aos cegos*
o Senhor faz erguer-se o caído;
o Senhor ama aquele que é justo*
aÉ o Senhor quem protege o estrangeiro.R.

cEle ampara a viúva e o órfão*
mas confunde os caminhos dos maus.
O Senhor reinará para sempre!
A Sião, o teu Deus reinará*
para sempre e por todos os séculos!R.


2ª Leitura (1Cor_1, 26-31)

Deus escolheu o que o mundo considera como fraco.

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios
Considerai vós mesmos, irmãos,
como fostes chamados por Deus.
Pois entre vós não há muitos sábios de sabedoria humana
nem muitos poderosos nem muitos nobres.
Na verdade,
Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido,
para assim confundir os sábios;
Deus escolheu o que o mundo considera como fraco,
para assim confundir o que é forte;
Deus escolheu o que para o mundo
é sem importância e desprezado,
o que não tem nenhuma serventia,
para assim mostrar a inutilidade
do que é considerado importante,
para que ninguém possa gloriar-se diante dele.
É graças a ele que vós estais em Cristo Jesus,
o qual se tornou para nós, da parte de Deus:
sabedoria, justiça, santificação e libertação,
para que, como está escrito,
‘quem se gloria, glorie-se no Senhor’.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.


Evangelho (Mt 5,1-12a)

Bem-aventurados os pobres em espírito.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Naquele tempo:
Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se.
Os discípulos aproximaram-se,
e Jesus começou a ensiná-los:
‘Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados os aflitos,
porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos,
porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração,
porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz,
porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que são perseguidos
por causa da justiça,
porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem
e perseguirem, e mentindo,
disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim.
Alegrai-vos e exultai,
porque será grande a vossa recompensa nos céus.
– Palavra da Salvação.
– Gloria a Vós Senhor.


Santo Do Dia

boscoSão João Bosco

João Melquior Bosco, nasceu no dia 16 de agosto de 1815, numa família católica de humildes camponeses em Castelnuovo d’Asti, no norte da Itália, perto de Turim. Órfão de pai aos dois de idade, cresceu cercado do carinho da mãe, Margarida, e amparo dos irmãos. Recebeu uma sólida formação humana e religiosa, mas a instrução básica ficou prejudicada, pois a família precisava de sua ajuda na lida do campo.

Aos nove anos, teve um sonho que marcou a sua vida. Nossa Senhora o conduzia junto a um grupo de rapazes desordeiros que o destratava. João queria reagir, mas a Senhora lhe disse: “Não com pancadas e sim com amor. Torna-te forte, humilde e robusto. À seu tempo tudo compreenderás”.

Nesta ocasião decidiu dedicar sua vida a Cristo e a Mãe Maria; quis se tornar padre. Com sacrifício, ajudado pelos vizinhos e orientado pela família, entrou no seminário salesiano de Chieri, daquela diocese.

Inteligente e dedicado, João trabalhou como aprendiz de alfaiate, ferreiro, garçom, tipógrafo e assim, pôde se ordenar sacerdote, em 1841. Em meio à revolução industrial, aconselhado pelo seu diretor espiritual, padre Cafasso, desistiu de ser missionário na Índia. Ficou em Turim, dando início ao seu apostolado da educação de crianças e jovens carentes. Este “produto da era da industrialização”, tornou-se a matéria prima de sua Obra e vida.

Neste mesmo ano, criou o Oratório de Dom Bosco, onde os jovens recebiam instrução, formação religiosa, alimentação, tendo apoio e acompanhamento até a colocação em um emprego digno. Depois, sentiu necessidade de recolher os meninos em internatos-escola, em seguida implantou em toda a Obra as escolas profissionais, com as oficinas de alfaiate, encadernação, marcenaria, tipografia e mecânica, repostas às necessidades da época. Para mestres das oficinas, inventou um novo tipo de religioso: o coadjutor salesiano.

Em 1859, ele reuniu esse primeiro grupo de jovens educadores no Oratório, fundando a Congregação dos Salesianos. Nos anos seguintes, Dom Bosco criou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Construiu, em Turim, a basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, e fundou sessenta casas salesianas em seis países. Abriu as missões na América Latina. Publicou as Leituras Católicas para o povo mais simples.

Dom Bosco agia rápido, acompanhou a ação do seu tempo e viveu o modo de educar, que passou à humanidade como referência de ensino chamando-o de “Sistema Preventivo de Formação”. Não esqueceu seu sonho de menino, mas, sobretudo compreendeu a missão que lhe investiu Nossa Senhora. Quando lhe recordavam tudo o que fizera, respondia com um sorriso sereno: “Eu não fiz nada. Foi Nossa Senhora quem tudo fez”.

Morreu no dia 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado por Pio XI em 1934. São João Bosco, foi proclamado “modelo por excelência” para sacerdotes e educadores. Ecumênico, era amigo de todos os povos, estimado em todas as religiões, amado por pobres e ricos; escreveu: “Reprovemos os erros, mas respeitemos as pessoas” e se fez , ele próprio, o exemplo perfeito desta máxima.

A Igreja também celebra neste dia a memória dos santos: Marcela e Luisa Albertoni.

Fonte: Franciscanos.org.br