3º Domingo do Tempo Comum « Paróquia Nossa Senhora do Rosário

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Liturgia diária › 21/01/2017

3º Domingo do Tempo Comum

galileia2222 de Janeiro de 2017

Cor: Verde

1ª Leitura (Is 8,23b-9,3)

Na Galiléia, o povo viu brilhar uma grande luz.
Leitura do Livro do Profeta Isaías
bNo tempo passado o Senhor humilhou
a terra de Zabulon
e a terra de Neftali;
mas recentemente cobriu de glória o caminho do mar,
do além-Jordão e da Galiléia das nações.
,1O povo, que andava na escuridão,
viu uma grande luz;
para os que habitavam nas sombras da morte,
uma luz resplandeceu.
Fizeste crescer a alegria,
e aumentaste a felicidade;
todos se regozijam em tua presença
como alegres ceifeiros na colheita,
ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos.
Pois o jugo que oprimia o povo,
– a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais –
tu os abateste como na jornada de Madió.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.


Salmo (Sl 26,1.4.13-14 (R.1a.1c)

R. O Senhor é minha luz e salvação.
O Senhor é a proteção da minha vida.

O Senhor é minha luz e salvação;*
bde quem eu terei medo?
Senhor é a proteção da minha vida;*
perante quem eu tremerei?R.
Ao Senhor eu peço apenas uma coisa,*
e é só isto que eu desejo:
habitar no santuário do Senhor*
por toda a minha vida;
saborear a suavidade do Senhor*
e contemplá-lo no seu templo.R.
Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver*
na terra dos viventes.
Espera no Senhor e tem coragem,*
espera no Senhor!R.


2ª Leitura (1Cor 1,10-13.17)

Sede todos concordes uns com os outros
e não admitais divisões entre vós.

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios
Irmãos, eu vos exorto,
pelo nome do Senhor nosso, Jesus Cristo,
a que sejais todos concordes uns com os outros
e não admitais divisões entre vós.
Pelo contrário, sede bem unidos e concordes
no pensar e no falar.
Com efeito, pessoas da família de Cloé
informaram-me a vosso respeito, meus irmãos,
que está havendo contendas entre vós.
Digo isto, porque cada um de vós afirma:
‘Eu sou de Paulo’; ou: ‘Eu sou de Apolo’;
ou: ‘Eu sou de Cefas’; ou: ‘Eu sou de Cristo’!
Será que Cristo está dividido?
Acaso Paulo é que foi crucificado por amor de vós?
Ou é no nome de Paulo que fostes batizados?
De fato, Cristo não me enviou para batizar,
mas para pregar a boa nova da salvação,
sem me valer dos recursos da oratória,
para não privar a cruz de Cristo da sua força própria.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.


Evangelho (Mt 4,12-23)

Foi morar em Cafarnaum, para se cumprir
o que foi dito pelo profeta Isaías.

+ Proclamaçóo do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Ao saber que João tinha sido preso,
Jesus voltou para a Galiléia.
Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum,
que fica às margens do mar da Galiléia,
no território de Zabulon e Neftali,
para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías:
‘Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar,
região do outro lado do rio Jordão,
Galiléia dos pagãos!
O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz
e para os que viviam na região escura da morte
brilhou uma luz.
Daí em diante Jesus começou a pregar dizendo:
‘Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo.
Quando Jesus andava à beira do mar da Galiléia,
viu dois irmãos:
Simão, chamado Pedro, e seu irmão André.
Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores.
Jesus disse a eles: ‘Segui-me,
e eu farei de vós pescadores de homens.’
Eles, imediatamente deixaram as redes e o seguiram.
Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos:
Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João.
Estavam na barca com seu pai Zebedeu
consertando as redes.
Jesus os chamou.
Eles, imediatamente deixaram a barca e o pai,
e o seguiram.
Jesus andava por toda a Galiléia,
ensinando em suas sinagogas,
pregando o Evangelho do Reino
e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo.
– Palavra da Salvação.
Gloria a Vós Senhor.


Santo Do dia

belotiSão Vicente Pallotti

Vicente Pollotti (1795-1850) é o fundador da Congregação dos Padres Palotinos e das Irmãs Palotinas. Ele foi um sacerdote romano que, com a sua profunda vida espiritual, suas múltiplas atividades apostólicas e a realização profética do apostolado, influiu de modo relevante na história da Igreja no século XIX.

Nasceu em Roma , dia 21 de abril de 1795, numa família de classe média. Com sua mãe aprendeu a amar os irmãos mais pobres, crescendo generoso e bondoso. Enquanto nos estudos mostrava grande esforço e dedicação, nas orações mostrava devoção extremada ao Espírito Santo. Passava as férias no campo, na casa do tio, onde distribuía aos empregados os doces que recebia, gesto que o pai lhe ensinara: nenhum pobre saía de sua mercearia de mãos vazias.

Às vezes sua generosidade preocupava, pois geralmente no inverno, voltava para casa sem os sapatos e o casaco. Pallotti admirava Francisco de Assis, pensou em ser capuchinho, mas não foi possível devido sua frágil saúde. Em 1818, se consagrou sacerdote pela diocese de Roma, onde ocupou cargos importantes na hierarquia da Igreja. Muito culto obteve o doutorado em Filosofia e Teologia.

Mas foi a sua atuação em obras sociais e religiosas que lhe trouxe a santidade. Teve uma vida de profunda espiritualidade, jamais se afastando das atividades apostólicas. É fruto do seu trabalho, a importância que o Concílio Vaticano II, cento e trinta anos após sua morte, decretou para o apostolado dos leigos, dando espaço para o trabalho deles junto às comunidades cristãs. Necessidade primeira deste novo milênio, onde a proliferação dos pobres e da miséria, infelizmente se faz cada vez mais presente.

Vicente defendia que todo cristão leigo, através do sacramento do batismo, tem o legítimo direito assim como a obrigação de trabalhar pela pregação da fé católica, da mesma forma que os sacerdotes. Esta ação de apostolado que os novos tempos exigiria de todos os católicos, foi sem dúvida seu carisma de inspiração visionária . Fundou, em 1835, a Obra do Apostolado Católico, que envolvia e preparava os leigos para promoverem as suas associações evangelizadoras e de caridade, orientados pelos religiosos das duas Congregações criadas por ele para esta finalidade, a dos Padres Palotinos e das Irmãs Palotinas.

Vicente Pallotti morreu em Roma, no dia 22 de janeiro 1850, aos cinquenta e cinco anos de idade. De saúde frágil, doou naquele inverno seu casaco a um pobre, adquirindo a doença que o vitimou. Assim sendo não pôde ver as duas famílias religiosas serem aprovadas pelo Vaticano, que devolvia as Regras indicando sempre algum erro. Com certeza um engano abençoado, pois a continuidade e a persistência destas Obras trouxeram o novo ânimo que a Igreja necessitava. Em 1904, foram reconhecidas pela Santa Sé, motivando o pedido de sua canonização.

O Papa Pio XI o beatificou Vicente Pallotti e, em 1963, as suas ideias e carisma espiritual foram plenamente reconhecidos pelo papa João XXIII, que o proclamou santo.

A Igreja também celebra neste dia a memória dos santos: Vicente da Espanha, Gaudêncio e Victor.

 

Fonte: Franciscanos.org.br