3º Domingo do Advento « Paróquia Nossa Senhora do Rosário

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Liturgia diária › 16/12/2017

3º Domingo do Advento

a0117 de Dezembro de 2017

Cor: Roxo

1ª Leitura – Is 61,1-2a.10-11

Exulto de alegria no Senhor.

Leitura do Livro do Profeta Isaías
O Espírito do Senhor Deus está sobre mim,
porque o Senhor me ungiu;
enviou-me para dar a boa-nova aos humildes,
curar as feridas da alma,
pregar a redenção para os cativos
e a liberdade para os que estão presos;
para proclamar o tempo da graça do Senhor.
Exulto de alegria no Senhor
e minh’alma regozija-se em meu Deus;
ele me vestiu com as vestes da salvação,
envolveu-me com o manto da justiça
e adornou-me como um noivo com sua coroa,
ou uma noiva com suas jóias.
Assim como a terra faz brotar a planta
e o jardim faz germinar a semente,
assim o Senhor Deus fará germinar a justiça
e a sua glória diante de todas as nações.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus


Salmo (Lc 1,46-48.49-50.53-54 (R. Is 61,10b)

R. A minh’alma se alegra no meu Deus.
‘A minha alma engrandece o Senhor,*
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
porque olhou para a humildade de sua serva.*
Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada. R.

porque o Todo-poderoso fez grandes coisas
em meu favor.* O seu nome é santo,
e sua misericórdia se estende, de geração em geração,*
a todos os que o respeitam. R.

Encheu de bens os famintos,*
e despediu os ricos de mãos vazias.
Socorreu Israel, seu servo,*
lembrando-se de sua misericórdia. R.


2ª Leitura (1Ts 5,16-24)

Vosso espírito, vossa alma e vosso corpo sejam conservados para a vinda do Senhor.

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses
Irmãos:
Estai sempre alegres!
Rezai sem cessar.
Dai graças em todas as circunstâncias,
porque esta é a vosso respeito
a vontade de Deus em Jesus Cristo.
Não apagueis o espírito!
Não desprezeis as profecias,
mas examinai tudo e guardai o que for bom.
Afastai-vos de toda espécie de maldade!
Que o próprio Deus da paz vos santifique totalmente,
e que tudo aquilo que sois
– espírito, alma, corpo –
seja conservado sem mancha alguma
para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo!
Aquele que vos chamou é fiel;
ele mesmo realizará isso.
Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.


Evangelho (Jo 1,6-8.19-28)

No meio de vós está aquele que vós não conheceis.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
Surgiu um homem enviado por Deus;
Seu nome era João.
Ele veio como testemunha,
para dar testemunho da luz,
para que todos chegassem à fé por meio dele.
Ele não era a luz,
mas veio para dar testemunho da luz:
Este foi o testemunho de João,
quando os judeus enviaram de Jerusalém
sacerdotes e levitas para perguntar:
‘Quem és tu?’
João confessou e não negou.
Confessou: ‘Eu não sou o Messias’.
Eles perguntaram: ‘Quem és, então?
És tu Elias?’
João respondeu: ‘Não sou’.
Eles perguntaram: ‘És o Profeta?’
Ele respondeu: ‘Não’.
Perguntaram então: ‘Quem és, afinal?
Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram.
O que dizes de ti mesmo?’
João declarou:
‘Eu sou a voz que grita no deserto:
‘Aplainai o caminho do Senhor`’
– conforme disse o profeta Isaías.
Ora, os que tinham sido enviados
pertenciam aos fariseus
e perguntaram: ‘Por que então andas batizando,
se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?’
João respondeu: ‘Eu batizo com água;
mas no meio de vós está aquele
que vós não conheceis,
e que vem depois de mim.
Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias.’
Isso aconteceu em Betânia além do Jordão,
onde João estava batizando.
– Palavra da Salvação.
Gloria a Vós Senhor.


Santo Do Dia

São João da Mata

São João da Mata São João da Mata é originário de Faucon, pequena cidade da Provença, na França, filho do barão Eufêmio da Mata e de Marta, descendente de uma das maiores famílias da região. Nasceu no dia 23 de junho, véspera da festa de São João Batista no ano de 1160, recebendo o nome do precursor. Desde pequeno mostrou sua preocupação para com os injustiçados. Ele chegava a dividir com os pobres todo o dinheiro que recebia dos pais para seu divertimento. Depois de tornar-se sacerdote e ter-se doutorado em teologia em Paris, procurou Félix, que vivia recluso e solitário, com o qual conviveu por três anos. Nesse período, planejaram a criação da nova Ordem e a melhor maneira de lutar pela liberdade dos cristãos, então subjugados, segregados e muitos mantidos em cativeiro.

A missão de salvar cristãos prisioneiros dos turcos foi mostrada a João da Mata em uma visão que teve ao celebrar logo a sua primeira missa. Essa foi a motivação que tornou possível a Ordem da Santíssima Trindade e da Redenção dos cativos, ou somente Padres Trinitários, como são conhecidos, que tinha como objetivo resgatar cristãos presos e mantidos como escravos pelos inimigos muçulmanos. Nessa época, o Império Otomano, dos turcos muçulmanos, dominava aquelas regiões.

A nova Congregação foi fundada em 1197 por João da Mata, com o apoio do religioso Félix de Valois, considerado seu cofundador, também celebrado pela Igreja. A autorização da Igreja veio através do papa Inocêncio III, um ano depois. Mas João, antes de procurar o auxilio de seu contemporâneo Félix, já levava uma vida social e religiosa voltada para a luta a favor dos oprimidos.  Curiosamente, os primeiros membros a serem admitidos na nova ordem religiosa não foram franceses, mas os ingleses Roger Dees e João, o Inglês, e um escocês, Guilherme Scot, antigos condiscípulos de João da Mata.

Ele ergueu, então, a primeira comunidade em Cerfroi, região deserta nos arredores de Paris, que depois se tornou a Casa-mãe da Ordem dos Trinitários. De lá os sacerdotes missionários formados passaram a soltar os cativos, levando-os, em triunfo, a Paris. O próprio João da Mata organizou uma expedição à África, onde resgatou, pessoalmente, um grande número de cristãos em cativeiro. Em uma segunda viagem, caiu nas mãos dos muçulmanos, foi espancado e deixado sangrando pelas ruas de Túnis, na Tunísia.

Recuperou-se, reuniu os cristãos e os embarcou num navio que devia levá-los a Roma. O barco acabou sendo atacado, teve as velas rasgadas e o leme quebrado. Os registros e a tradição contam que João da Mata tirou o manto, rezou, transformou-o numa vela, pediu a Deus que guiasse o navio e, assim, chegaram ao porto da cidade italiana de Óstia. Depois, muitos outros cristãos foram libertados dessa maneira, na África, pelos integrantes que engrossavam a nova Congregação.

A Ordem dos Trinitários cresceu tanto que seu fundador teve de construir várias outras casas comunitárias, tamanha era a solicitação para o ingresso. João da Mata morreu santamente, no dia 17 de dezembro de 1213. O papa Inocêncio XI elevou à honra dos altares são João da Matha, cuja celebração foi estabelecida para o dia de sua morte.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Lázaro de Betânia, Olímpia e Vivina.

Fonte:Franciscanos.org.com