3ª-feira da 14ª Semana do Tempo Comum « Paróquia Nossa Senhora do Rosário

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Liturgia diária › 11/07/2017

3ª-feira da 14ª Semana do Tempo Comum

messa11 de Julho de 2017

S. Bento, abade, memóriaCor: Branco

1ª Leitura (Gn 32,23-33 (gr. 22-32)

De modo algum te chamarás Jacó, mas Israel;
porque lutaste com Deus e venceste.

Leitura do Livro do Gênesis
Naqueles dias:
Jacó levantou-se ainda de noite,
tomou suas duas mulheres,
as duas escravas e os onze filhos,
e passou o vau do Jaboc.
Depois de tê-los ajudado a passar a torrente,
e atravessar tudo o que lhe pertencia,
Jacó ficou só.
E eis que um homem se pôs a lutar com ele
até o raiar da aurora.
Vendo que não podia vencê-lo,
este tocou-lhe o nervo da coxa
e logo o tendão da coxa de Jacó se deslocou,
enquanto lutava com ele.
O homem disse a Jacó:
‘Larga-me, pois já surge a aurora’.
Mas Jacó respondeu:
‘Não te largarei, se não me abençoares’.
O homem perguntou-lhe:
‘Qual é o teu nome?’
Respondeu: ‘Jacó’.
Ele lhe disse:
‘De modo algum te chamarás Jacó, mas Israel;
porque lutaste com Deus e com os homens e venceste’.
Perguntou-lhe Jacó:
‘Dize-me, por favor, o teu nome’.
Ele respondeu: ‘Por que perguntas o meu nome?’
E ali mesmo o abençoou.
Jacó deu a esse lugar o nome de Fanuel,
dizendo: ‘Vi Deus face a face
e foi poupada a minha vida’.
Surgiu o sol quando ele atravessava Fanuel;
e ia mancando por causa da coxa.
Por isso os filhos de Israel não comem até hoje
o nervo da articulação da coxa,
pois Jacó foi ferido nesse nervo.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.


Salmo (Sl 16,1. 2-3. 6-7. 8b.15 (R. 15a)

R. Verei, justificado, vossa face, ó Senhor!

Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, *
escutai-me e atendei o meu clamor!
Inclinai o vosso ouvido à minha prece, *
pois não existe falsidade nos meus lábios!R.

De vossa face é que me venha o julgamento, *
pois vossos olhos sabem ver o que é justo.
Provai meu coração durante a noite, +
visitai-o, examinai-o pelo fogo, *
mas em mim não achareis iniqüidade.R.

Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, *
inclinai o vosso ouvido e escutai-me!
Mostrai-me vosso amor maravilhoso, +
vós que salvais e libertais do inimigo *
quem procura a proteção junto de vós.R.

Protegei-me qual dos olhos a pupila *
e guardai-me, à proteção de vossas asas,
Mas eu verei, justificado, a vossa face *
e ao despertar me saciará vossa presença.R.


Evangelho (Mt 9,32-38)

A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo são Mateus
Naquele tempo:
Apresentaram a Jesus um homem mudo,
que estava possuído pelo demônio.
Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar.
As multidões ficaram admiradas e diziam:
‘Nunca se viu coisa igual em Israel.’
Os fariseus, porém, diziam:
‘É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios.’
Jesus percorria todas as cidades e povoados,
ensinando em suas sinagogas,
pregando o Evangelho do Reino,
e curando todo tipo de doença e enfermidade.
Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas,
porque estavam cansadas e abatidas,
como ovelhas que nõo têm pastor.
Então disse a seus discípulos:
‘A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Pedi pois ao dono da messe
que envie trabalhadores para a sua colheita!’
Palavra da Salvação.
Gloria a vós Senhor.


bentoSanto do Dia.

São Bento

São Bento Em 1964, Paulo VI declarava São Bento padroeiro principal da Europa, tributando desse modo justo reconhecimento ao santo a quem a civilização europeia deve muito. Nascido Benedetto da Nórcia, foi um monge italiano, fundador da Ordem dos Beneditinos, uma das maiores ordens monásticas do mundo. Foi o criador da Regra de São Bento, um dos mais importantes e utilizados regulamentos de vida monástica, inspiração de muitas outras comunidades religiosas. Era irmão gêmeo de Santa Escolástica. Foi designado patrono da Alemanha também. É venerado não apenas por católicos, como também por ortodoxos. Foi o fundador da Abadia do Monte Cassino, na Itália, destruída durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente restaurada.

Quatro anos antes do seu nascimento, que foi em Nórcia, pelo ano de 480, o bárbaro rei dos hérulos matou o último imperador romano, fechou definitivamente o capítulo do domínio de Roma: a sobrevivência da cultura romana só foi possível através do empenho religioso e cultural dos monges. Com São Bento abre-se precisamente o glorioso capítulo da vida monástica ocidental.

Bento pertencia à influente e nobre família Anícia e tinha uma irmã gêmea chamada Escolástica, também fundadora e santa da Igreja. Era ainda muito jovem quando foi enviado a Roma para aprender retórica e filosofia. No entanto, decepcionado com a vida mundana e superficial da cidade eterna, retirou-se para Enfide, hoje chamada de Affile. Levando uma vida ascética e reclusa, passou a se dedicar ao estudo da Bíblia e do cristianismo.

Ainda não satisfeito, aos vinte anos isolou-se numa gruta do monte Subiaco, sob orientação espiritual de um velho monge da região chamado Romano. Assim viveu por três anos, na oração e na penitência, estudando muito. Depois, agregou-se aos monges de Vicovaro, que logo o elegeram seu prior. Mas a disciplina exigida por Bento era tão rígida, que esses monges indolentes tentaram envenená-lo. Segundo seu biógrafo, ele teria escapado porque, ao benzer o cálice que lhe fora oferecido, o mesmo se partiu em pedaços.

Bento abandonou, então, o convento e, na companhia de mais alguns jovens, entre eles Plácido e Mauro, emigrou para Nápoles. Lá, no sopé do monte Cassino, onde antes fora um templo pagão, construiu o seu primeiro mosteiro.

Era fechado dos quatro lados como uma fortaleza e aberto no alto como uma grande vasilha que recebia a luz do céu. O símbolo e emblema que escolheu foram a cruz e o arado, que passaram a ser o exemplo da vida católica dali em diante.

As regras rígidas não poderiam ser mais simples: “Ora e trabalha”. Acrescentando-se a esse lema “leia”, pois, para Bento, a leitura devia ter um espaço especial na vida do monge, principalmente a das Sagradas Escrituras. Desse modo, estabelecia-se o ritmo da vida monástica: o justo equilíbrio, do corpo, da alma e do espírito, para manter o ser humano em comunhão com Deus. Ainda, registrou que o monge deve ser “não soberbo, não violento, não comilão, não dorminhoco, não preguiçoso, não detrator, não murmurador”.

A oração e o trabalho seriam o caminho para edificar espiritual e materialmente a nova sociedade sobre as ruínas do Império Romano que acabara definitivamente. Nesse período, tão crítico para o continente europeu, este monge tão simples, e por isto tão inspirado, propôs um novo modelo de homem: aquele que vive em completa união com Deus, através do seu próprio trabalho, fabricando os próprios instrumentos para lavrar a terra. A partir de Bento, criou-se uma rede monástica, que possibilitou o renascimento da Europa.

Celebrado pela Igreja no dia 11 de julho, ele teria profetizado a morte de sua irmã e a própria. São Bento não foi o fundador do monaquismo cristão, que já existia havia três séculos no Oriente. Mas merece o título de “Pai do Monaquismo Ocidental”, que ali só se estabeleceu graças às regras que ele elaborou para os seus monges, hoje chamados “beneditinos”.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Olga, Olivério e Plunket

Fonte:Franciscanos.org.com