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Liturgia diária › 06/02/2017

2ª-feira da 5ª Semana do Tempo Comum

jesus 136 de Fevereiro de 2017

S. Paulo Miki e Comps. Mts, memória
Cor: Vermelho

1ª Leitura (Gn 1,1-19)

Deus disse e assim se fez.

Leitura do Livro do Gênesis
No princípio Deus criou o céu e a terra.
A terra estava deserta e vazia,
as trevas cobriam a face do abismo
e o Espírito de Deus pairava sobre as águas.
Deus disse: ‘Faça-se a luz!’
E a luz se fez.
Deus viu que a luz era boa
e separou a luz das trevas.
E à luz Deus chamou ‘dia’
e às trevas, ‘noite’.
Houve uma tarde e uma manhã:
primeiro dia.
Deus disse:
‘Faça-se um firmamento entre as águas,
separando umas das outras’.
E Deus fez o firmamento,
e separou as águas que estavam embaixo,
das que estavam em cima do firmamento.
E assim se fez.
Ao firmamento Deus chamou ‘céu’.
Houve uma tarde e uma manhã:
segundo dia.
Deus Disse:
‘Juntem-se as águas que estão debaixo do céu
num só lugar
e apareça o solo enxuto!’
E assim se fez.
Ao solo enxuto Deus chamou ‘terra’
e ao ajuntamento das águas, ‘mar’.
E Deus viu que era bom.
Deus disse:
‘A terra faça brotar vegetação
e plantas que dêem semente,
e árvores frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie,
que tenham nele sua semente sobre a terra’.
E assim se fez.
E a terra produziu vegetação
e plantas que trazem semente segundo a sua espécie,
e árvores que dão fruto
tendo nele a semente da sua espécie.
E Deus viu que era bom.
Houve uma tarde e uma manhã:
terceiro dia.
Deus disse:
‘Façam-se luzeiros no firmamento do céu,
para separar o dia da noite.
Que sirvam de sinais para marcar as épocas
os dias e os anos,
e que resplandeçam no firmamento do céu
e iluminem a terra’.
E assim se fez.
Deus fez os dois grandes luzeiros:
o luzeiro maior para presidir ao dia,
e o luzeiro menor para presidir à noite,
e as estrelas.
Deus colocou-os no firmamento do céu
para alumiar a terra,
para presidir ao dia e à noite
e separar a luz das trevas.
E Deus viu que era bom.
E houve uma tarde e uma manhã:
quarto dia.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.


Salmo (Sl 103, 1-2a. 5-6. 10.12. 24.35c (R. 31b)

R. Alegre-se o Senhor em suas obras!

 

 
Bendize, ó minha alma, ao Senhor! *
Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!
aDe majestade e esplendor vos revestis *
e de luz vos envolveis como num manto.R.

A terra vós firmastes em suas bases, *
ficará firme pelos séculos sem fim;
os mares a cobriam como um manto, *
e as águas envolviam as montanhas.R.

Fazeis brotar em meio aos vales as nascentes *
que passam serpeando entre as montanhas;
às suas margens vêm morar os passarinhos, *
entre os ramos eles erguem o seu canto.R.

Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras, +
e que sabedoria em todas elas! *
Encheu-se a terra com as vossas criaturas!*
Bendize, ó minha alma, ao Senhor!R.


Evangelho (Mc 6,53-56)

E todos quantos o tocavam ficavam curados.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo:
Tendo Jesus e seus discípulos
acabado de atravessar o mar da Galiléia,
chegaram a Genesaré e amarraram a barca.
Logo que desceram da barca,
as pessoas imediatamente reconheceram Jesus.
Percorrendo toda aquela região,
levavam os doentes deitados em suas camas
para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava.
E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam,
colocavam os doentes nas praças
e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste.
E todos quantos o tocavam ficavam curados.
– Palavra da Salvação.
– Gloria a Vós Senhor.


Reflexão (Mc 6, 53-56)

O cristão de verdade não pode ficar parado. Ele nunca pode dizer que cumpriu a sua missão, pois ele deve estar sempre a caminho, sempre se lançando rumo aos novos trabalhos, prestando atenção aos apelos que a realidade faz, buscando superar novos desafios e obstáculos, sempre olhando com misericórdia os irmãos e irmãs, procurando conhecer os seus problemas e necessidades e sendo para todos a manifestação do amor de Deus que responde ao clamor dos seus filhos e filhas. Por isso, quando terminamos uma etapa da caminhada, devemos iniciar outra imediatamente, pois a proposta do Reino exige isso.


Santo Do Dia

paulo50São Paulo Miki e companheiros

Foi através do trabalho evangelizador de São Francisco Xavier, que o Japão tomou conhecimento do cristianismo, entre 1549 e 1551. A semente frutificou e, apenas algumas décadas depois, já havia pelo menos trezentos mil cristãos no Império do sol nascente. Mas se a catequese obteve êxito não foi somente pelo árduo, sério e respeitoso trabalho dos jesuítas em solo japonês. Foi também graças à coragem dos catequistas locais, como Paulo Miki e seus jovens companheiros.

Miki nasceu em 1564, era filho de pais ricos e foi educado no colégio jesuíta em Anziquiama, no Japão. A convivência do colégio logo despertou em Paulo o desejo de se juntar à Companhia de Jesus e assim o fez, tornando-se um eloqüente pregador. Ele porém, não pôde ser ordenado sacerdote no tempo correto porque não havia um bispo na região de Fusai. Mas isso não impediu que Paulo Miki continuasse sua pregação. Posteriormente tornou-se o primeiro sacerdote jesuíta em sua pátria, conquistando inúmeras conversões com humildade e paciência.

Paciência, essa que não era virtude do imperador Toyotomi Hideyoshi. Ele era simpatizante do catolicismo mas, de uma hora para outra, se tornou seu feroz opositor. Por causa da conquista da Coréia, o Japão rompeu com a Espanha em particular e com o Ocidente em geral, motivando uma perseguição contra todos os cristãos. Inclusive alguns missionários franciscanos espanhóis que tinham chegado ao Japão através das Filipinas e sido bem recebidos pelo Imperador.

Os católicos foram expulsos do país, mas muitos resistiram e ficaram. Só que a repressão não demorou. Primeiro foram presos seis franciscanos, logo depois Paulo Miki com outros dois jesuítas e dezessete leigos terciários.

Os vinte e seis cristãos sofreram terríveis humilhações e torturas públicas. Levados em cortejo de Meaco a Nagasaki foram alvo de violência e zombaria pelas ruas e estradas, enquanto seguiam para o local onde seria executada a pena de morte por crucificação. Alguns dos companheiros de Paulo Miki eram muito jovens, adolescentes ainda, mas enfrentaram a pena de morte com a mesma coragem do líder. Tomás Cozaki tinha, por exemplo, catorze anos; Antônio, treze anos e Luis Ibaraki tinha só onze anos de idade.

A elevação sobre a qual os vinte e seis heróis de Jesus Cristo receberam o martírio pela crucificação em fevereiro de 1597 ficou conhecida como Monte dos Mártires. Paulo Miki e seus companheiros foram canonizados pelo Papa Pio IX, em 1862.

Os crentes se dispersaram para escapar dos massacres e um bom número deles se estabeleceu ao longo do rio Urakami, nas proximidades de Nagasaki. Lá eles continuaram a viver sua fé, apesar da ausência de padres. A partir do momento em que o Japão se abriu novamente aos europeus, os missionários voltaram e as igrejas voltaram a ser construídas, inclusive em Nagasaki, a poucos quilômetros da comunidade cristã clandestina. Ela havia perdido todo contato com a Igreja Católica, mas guardava preciosamente três critérios de reconhecimento recebidos dos ancestrais: “Quando a Igreja voltar ao Japão, vocês a reconhecerão por três sinais: os padres não são casados, haverá uma imagem de Maria e esta Igreja obedecerá ao papa-sama, isto é, ao Bispo de Roma”. E foi assim que aconteceu dois séculos e meio depois, quando os cristãos do Império do sol nascente puderam se reencontrar com sua Santa Mãe, a Igreja.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Doroteia e Gastão

Fonte: Franciscanos.org.com