12º Domingo do Tempo Comum « Paróquia Nossa Senhora do Rosário

(49) 3442.0358

Liturgia diária › 24/06/2017

12º Domingo do Tempo Comum

matam25 de Junho de 2017

Cor: Verde

1ª Leitura (Jr20,10-13)

Ele salvou das mãos dos malvados a vida do pobre.

Leitura do Livro do Profeta Jeremias
Jeremias disse:
Eu ouvi as injúrias de tantos homens
e os vi espalhando o medo em redor:
‘Denunciai-o, denunciemo-lo.’
Todos os amigos observavam minhas falhas:
‘Talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo
e desforrar-nos dele.’
Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro;
por isso, os que me perseguem
cairão vencidos.
Por não terem tido êxito,
eles se cobrirão de vergonha.
Eterna infâmia, que nunca se apaga!
O Senhor dos exércitos, que provas o homem justo
e vês os sentimentos do coração,
rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles;
pois eu te declarei a minha causa.
Cantai ao Senhor, louvai o Senhor,
pois ele salvou a vida de um pobre homem
das mãos dos maus.
– Palavra do Senhor.
Graças a Deus.


Salmo (Sl 68,8-10.14.17.33-35 (R.14c)

R. Atendei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!
Por vossa causa é que sofri tantos insultos,*
e o meu rosto se cobriu de confusão;
eu me tornei como um estranho a meus irmãos,*
como estrangeiro para os filhos de minha mãe.
Pois meu zelo e meu amor por vossa casa*
me devoram como fogo abrasador.R.

Por isso elevo para vós minha oração,*
neste tempo favorável, Senhor Deus!
Respondei-me pelo vosso imenso amor,*
pela vossa salvação que nunca falha!
Senhor, ouvi-me pois suave é vossa graça,*
ponde os olhos sobre mim com grande amor!R.

Humildes, vede isto e alegrai-vos:
o vosso coração reviverá,*
se procurardes o Senhor continuamente!
Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres,*
e não despreza o clamor de seus cativos.
Que céus e terra glorifiquem o Senhor*
com o mar e todo ser que neles vive!R.


2ª Leitura (Rm 5,12-15)

O dom ultrapassou o delito.

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmóos:
O pecado entrou no mundo por um só homem.
Através do pecado, entrou a morte.
E a morte passou para todos os homens,
porque todos pecaram.
Na realidade, antes de ser dada a Lei,
já havia pecado no mundo.
Mas o pecado não pode ser imputado, quando não há lei.
No entanto, a morte reinou, desde Adão até Moisés,
mesmo sobre os que não pecaram como Adão, – o qual –
era a figura provisória daquele que devia vir.
Mas isso não quer dizer que o dom da graça de Deus
seja comparável à falta de Adão!
A transgressão de um só levou a multidão humana à
morte,
mas foi de modo bem mais superior que a graça de Deus,
ou seja, o dom gratuito
concedido através de um só homem, Jesus Cristo,
se derramou em abundância sobre todos.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.


Evangelho (Mt 10,26-33)

Não tenhais medo daqueles que matam o corpo.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos:
Não tenhais medo dos homens,
pois nada há de encoberto que não seja revelado,
e nada há de escondido que não seja conhecido.
O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia;
o que escutais ao pé do ouvido,
proclamai-o sobre os telhados!
Não tenhais medo daqueles que matam o corpo,
mas não podem matar a alma!
Pelo contrário, temei aquele que pode destruir
a alma e o corpo no inferno!
Não se vendem dois pardais por algumas moedas?
No entanto, nenhum deles cai no chão
sem o consentimento do vosso Pai.
Quanto a vós,
até os cabelos da cabeça estão todos contados.
Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos
pardais.
Portanto, todo aquele
que se declarar a meu favor diante dos homens,
também eu me declararei em favor dele
diante do meu Pai que está nos céus.
Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também
eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus.
– Palavra da Salvação.
– Gloria a Vós Senhor.


guilhermeSanto Do Dia

São Guilherme de Vercelli

São Guilherme de Vercelli Quem visita o santuário mariano de Montevergine tem a sensação de estar fora do mundo, isto é, tem a sensação de estar num lugar e onde os homens podem esquecer o ritmo barulhento do viver cotidiano e imergir na imóvel atmosfera da natureza. Aqui ancorou no longínquo século XII o peregrino Guilherme, à procura de solidão.

Guilherme nasceu em Vercelli em 1085 de família nobre. Aos quinze anos, vestiu o hábito monástico, fez peregrinações pela Europa visitando os santuários mais famosos. Última meta de sua peregrinação devia ser a Terra Santa, mas foi dissuadido por são João de Matera, a quem havia visitado, e também porque os ladrões lhe haviam dado grande surra.

O incidente acabou levando-o a procurar a solidão na região próxima de Avellino, na montanha de Montevergine. Era uma terra habitada apenas por animais selvagens, onde, segundo a tradição, um lobo teria matado o burro que lhe servia de transporte. Guilherme, então, teria domesticado toda a matilha, que passou a prestar-lhe todo tipo de auxílio.

Vivia como eremita, dedicando-se à oração e à penitência, mas isso durou pouco tempo. Logo começou a ser procurado por outros eremitas, religiosos e fiéis. Acabou fundando, em 1128, um mosteiro masculino, o qual colocou sob as regras beneditinas e dedicou a Maria, ficando conhecido como o Mosteiro de Montevergine.

Dele Guilherme se tornou o abade, todavia por pouco tempo, pois transmitiu o cargo para um monge sucessor e continuou peregrinando. Entretanto tal procedimento se tornou a rotina de sua vida monástica. Guilherme acabou fundando um outro mosteiro beneditino, dedicado a Maria, em Monte Cognato. Mais uma vez se encontrou na posição de abade e novamente transmitiu o posto ao monge que elegeu para ser seu sucessor.

Desejando imensamente a solidão, foi para a planície de Goleto, não muito distante dali, onde, por um ano inteiro, viveu dentro do buraco de uma árvore gigantesca. E eis que tornou a ser descoberto e mais outra comunidade se formou ao seu redor. Dessa vez teve de fundar um mosteiro “duplo”, ou seja, masculino e feminino. Contudo criou duas unidades distintas, cada uma com sua sede e igreja própria.

E foi assim que muitíssimos mosteiros nasceram em Irpínia e em Puglia, como revelou a sua biografia datada do século XII. Desse modo, ele, que desejava apenas ser um monge peregrino na Terra Santa, fundou a Congregação Beneditina de Montevergine, que floresceu por muitos séculos. Somente em 1879 ela se fundiu à Congregação de Montecassino.

Guilherme morreu no dia 25 de junho de 1142, no mosteiro de Goleto. Teve os restos mortais transferidos, em 1807, para o santuário do Mosteiro de Maria de Montevergine, o primeiro que ele fundara, hoje um dos mais belos santuários marianos existentes. Em 1942, o papa Pio XII canonizou-o e declarou são Guilherme de Vercelli Padroeiro principal da Irpínia.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Próspero, Luano e Adalberto.

Fonte:Franciscanos.org.com